Nabor Wanderley e João Azevêdo: candidatos ampliam apoio de prefeitos na disputa pelo Senado

Senado: Nabor e João Azevêdo ampliam apoio de prefeitos na reta final

Disputa pelo Senado na Paraíba: Nabor Wanderley e João Azevêdo ampliam apoio de prefeitos na reta final; André Gadelha reage.

Resumo

Arte do Jogo Político PB: Nabor Wanderley e João Azevêdo ampliam apoio de prefeitos na disputa pelo Senado

A uma semana da eleição, a disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado Federal ganhou um novo ingrediente: a movimentação dos prefeitos. Nos últimos dias, gestores municipais que caminhavam com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) mudaram de lado e passaram a pedir votos para João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos).

Quem mudou de lado

De acordo com levantamentos da imprensa paraibana sobre o posicionamento dos 223 prefeitos do estado, seis gestores que estavam com Veneziano migraram o primeiro voto para João Azevêdo: os de Alagoinha, Areia, Bayeux, Cruz do Espírito Santo, Igaracy e Lagoa de Dentro. Com isso, o ex-governador voltou a crescer em apoios municipais.

Nabor Wanderley também ampliou a base. Entre os novos apoios contabilizados estão prefeitos de municípios como Santa Rita, Piancó, Fagundes, Barra de Santana e Baía da Traição. Segundo os levantamentos, Veneziano perdeu cerca de dez apoios de prefeitos no último mês.

Apenas dois prefeitos ainda não teriam definido o voto para a segunda vaga: Bruno Cunha Lima, de Campina Grande, e Márcio Aurélio, de Jacaraú.

André Gadelha reage

As mudanças provocaram reação do também candidato ao Senado André Gadelha (MDB). Em entrevista, ele subiu o tom e criticou o que classificou como influência do dinheiro na política, sugerindo que parte das trocas de apoio na reta final não seria motivada por afinidade política. As declarações foram feitas sem a apresentação de casos concretos.

Por que os prefeitos pesam tanto

Em eleições para o Senado com duas vagas, o apoio dos prefeitos tem peso extra porque ajuda a orientar o segundo voto, aquele que o eleitor costuma decidir por último. Um gestor bem avaliado leva para a campanha estrutura, lideranças de bairro e distritos e, sobretudo, capacidade de pedir voto casa a casa.

Leitura de bastidores

A migração de gestores para João e Nabor indica que a base governista tenta concentrar os dois votos na mesma dobradinha, enquanto Veneziano aposta na força própria e no voto de opinião para manter a cadeira. O resultado de 4 de outubro vai mostrar se a máquina municipal ainda é decisiva ou se o eleitor vai dividir o voto.

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