STJ decide manter prisão de ex-vereador de SP ligado a suposto esquema do PCC no transporte público
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus e manteve a prisão temporária do ex-vereador de São Paulo, Milton Leite. A decisão foi proferida pelo ministro Rogério Schietti, nesta quarta-feira (23), no âmbito da Operação Vectura Corrupta.
A investigação aponta para uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de ônibus da capital paulista. Milton Leite, que nega qualquer irregularidade, foi apontado como gestor direto de empresas controladas pela facção criminosa e proprietário de fato da Transwolf.
Conforme informação divulgada pelo STJ, o ministro Schietti considerou a prisão como necessária para o prosseguimento de uma investigação complexa sobre a alegada infiltração de uma facção criminosa no sistema de transporte público. A decisão ressalta a existência de indícios concretos da participação de Milton Leite no esquema.
Decisão do STJ reforça necessidade da prisão para investigação
O ministro Rogério Schietti avaliou que a medida cautelar de prisão se mostrou **essencial para o andamento da investigação**. Ele destacou a gravidade das suspeitas de que uma facção criminosa teria se infiltrado no setor de transporte público, afetando a vida de milhares de pessoas.
Schietti enfatizou que a prisão de Milton Leite é importante diante dos **indícios concretos de autoria e participação** do ex-vereador. Ele foi apontado como uma figura chave na gestão de empresas supostamente ligadas ao PCC, incluindo a Transwolf.
Ex-vereador se declara inocente e nega acusações
Milton Leite foi preso no dia 17 de novembro, após ser considerado foragido. Ele se apresentou a uma delegacia em Mogi das Cruzes no dia seguinte e, na ocasião, afirmou sua inocência à imprensa. **”Eu não cometi nenhum crime e nada devo”**, declarou o ex-vereador.
Ele reiterou sua convicção de que é inocente e expressou confiança na justiça e no trabalho policial. “Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito”, afirmou Milton Leite, em referência ao processo investigatório em curso.
Defesa contesta decisão e busca reverter prisão
A defesa de Milton Leite já tomou medidas para contestar a decisão do STJ. O sistema de peticionamento da corte indica que **embargos de declaração foram apresentados** nesta tarde. A defesa busca esclarecimentos e, possivelmente, a reversão da prisão temporária.
O ministro Schietti também ressaltou que, para analisar o mérito do habeas corpus, seria necessária uma decisão colegiada do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A prisão foi autorizada individualmente pelo desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do TJSP.