Trump eleva o tom contra o Irã e ameaça com retaliação “20 vezes mais forte” em caso de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou seu discurso em relação ao Irã, prometendo uma resposta militar significativamente mais dura caso Teerã tente interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi feita por meio de sua plataforma Truth Social, elevando as tensões na já volátil região do Oriente Médio.
Trump afirmou que, se o Irã “fizer algo que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será golpeado pelos EUA VINTE VEZES MAIS FORTE do que tem sido até agora”. Ele adicionou que “morte, fogo e fúria reinarão sobre eles, mas espero e oro para que isso não aconteça”, demonstrando um misto de ameaça e desejo por desescalada.
As declarações de Trump surgem em um contexto de aumento da tensão, após a Guarda Revolucionária iraniana alegar ter atacado um petroleiro no Estreito de Ormuz no fim de semana e afirmar que a passagem estaria fechada ao tráfego. Conforme informações divulgadas, o Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, é por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. A situação se agravou ainda mais com o envio do maior porta-aviões dos EUA, o USS Gerald R. Ford, para a região.
Avaliação de controle total do Estreito de Ormuz
Em meio à escalada verbal, Donald Trump declarou que estava avaliando a possibilidade de **tomar o controle total do Estreito de Ormuz**. Esta movimentação estratégica, caso concretizada, teria implicações profundas para o comércio global de energia. Por outro lado, a Guarda Revolucionária iraniana estabeleceu uma condição para a “passagem livre” na rota: a expulsão dos embaixadores dos EUA e de Israel de seus territórios pelos países da região.
Novos ataques em países do Oriente Médio
A tensão na região se manifestou com novos ataques em países vizinhos. Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita relataram, nesta terça-feira (10), incidentes em seus territórios, marcando o 11º dia de conflito. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou, via rede social X, que suas defesas interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, recomendando à população seguir as instruções de segurança.
De forma semelhante, a Guarda Nacional do Kuwait anunciou ter interceptado e abatido seis drones nos setores norte e sul do país, segundo a agência estatal de notícias. O Ministério do Interior do Bahrein orientou a população a se dirigir a locais seguros e manter a calma, enquanto as sirenes antiaéreas soavam, embora autoridades não tenham detalhado ataques específicos.
Interceptação de drones e mísseis na Arábia Saudita
A Arábia Saudita também reportou a interceptação de ameaças aéreas. O porta-voz do Ministério da Defesa saudita declarou que o Exército interceptou dois drones em direção ao leste do país, horas após a defesa de Riad já ter neutralizado outros dois veículos aéreos não tripulados próximos à província de Al-Kharj. A maioria dos países do Oriente Médio que hospedam bases militares ou delegações americanas têm sido alvo de ataques iranianos desde 28 de fevereiro, data em que EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o regime islâmico.