PF refuta acusações de manipulação de dados na Operação Compliance Zero e busca apurar vazamento sigiloso
A Polícia Federal (PF) veio a público nesta sexta-feira (6) para negar veementemente qualquer tipo de manipulação ou seleção de conversas extraídas de equipamentos apreendidos na Operação Compliance Zero. A corporação reforçou que todas as investigações são conduzidas com rigorosos padrões de segurança e respeito aos direitos fundamentais dos investigados, incluindo privacidade e intimidade.
Em nota oficial, a PF esclareceu que nenhum relatório ou representação encaminhada no âmbito da Operação Compliance Zero apresentou dados que não fossem estritamente relevantes para a instrução das investigações. Essa postura visa garantir a integridade do processo investigativo e a fidedignidade das informações coletadas.
A instituição também negou categoricamente qualquer edição ou manipulação de mensagens obtidas de celulares e outros dispositivos apreendidos. Segundo a PF, tal prática não é realizada justamente para evitar a violação do direito ao contraditório e à ampla defesa dos envolvidos, princípios essenciais em qualquer processo legal. Conforme informação divulgada pela PF, todos os materiais apreendidos na operação estão sob custódia da corporação desde novembro de 2025 e foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) em janeiro de 2026.
Garantia de acesso e compartilhamento de dados
A Polícia Federal detalhou que, após decisão do relator do processo, a defesa dos investigados obteve acesso integral às informações reunidas na investigação. Essa medida assegura a transparência e o direito de acesso aos autos para todas as partes envolvidas no caso da Operação Compliance Zero.
Adicionalmente, parte dos dados coletados na Operação Compliance Zero foi compartilhada com a CPMI do INSS, por determinação do relator do caso. Essa ação ocorreu devido à relevância das informações para o objeto de apuração da comissão parlamentar, evidenciando a interconexão das investigações.
Pedido de investigação sobre vazamento sigiloso
Diante da divulgação indevida de informações sigilosas relacionadas à Operação Compliance Zero, a Polícia Federal informou que, por orientação do diretor-geral, solicitou formalmente a abertura de uma apuração sobre o vazamento. O objetivo principal é identificar a origem da divulgação não autorizada de dados sigilosos do caso.
A solicitação de investigação sobre o vazamento sigiloso na Operação Compliance Zero foi apresentada ao ministro relator, buscando apurar a responsabilidade pela divulgação de informações confidenciais. A PF reitera seu compromisso com a legalidade e a segurança dos dados em todas as suas operações, incluindo a Operação Compliance Zero.