Lula: "Orgias" e "sacanagem" com políticos virão à tona com fim de sigilo em caso Banco Master

Lula: “Orgias” e “sacanagem” com políticos virão à tona com fim de sigilo em caso Banco Master

Resumo

Lula comemora fim de sigilo e promete revelações sobre “orgias” e “sacanagem” com políticos no caso Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou satisfação com o levantamento dos sigilos em casos relacionados às investigações do Banco Master. Durante um comício em Curitiba, o presidente comentou as suspeitas de envolvimento de políticos em festas privadas promovidas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“O Vorcaro já está preso, mas agora vão começar a aparecer as orgias que ele fazia para fazer sacanagem com muita gente da política. Quem fez putaria vai ser desmascarado”, declarou Lula. As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que Vorcaro organizava festas com a presença de muitas mulheres, com o objetivo de atrair altas autoridades.

Em uma dessas ocasiões, em uma boate em São Paulo, a proporção seria de seis mulheres para cada homem. A decisão de ampliar o levantamento do sigilo dos processos sobre as fraudes do Banco Master foi tomada pelo ministro do STF, André Mendonça, atendendo a um pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. A informação foi divulgada no contexto de um comício em Curitiba.

Lula defende transparência total e critica sigilos seletivos

O presidente petista alinhou-se à ala do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) ao defender o fim dos sigilos. A primeira leva de processos tornados públicos, sob relatoria de Mendonça, atingiu Moraes devido a suspeitas de proximidade com Vorcaro.

“Eu pedi para liberar todo o processo. Vamos deixar nu para saber quem é que está por trás disso”, afirmou Lula, criticando a liberação seletiva de informações pelo juiz-relator. O presidente enfatizou a necessidade de total transparência para identificar todos os envolvidos no esquema.

Acusações contra Bolsonaro e o início do esquema do Banco Master

Lula também dirigiu acusações ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsabilizando-o pelo início do esquema de corrupção no Banco Master. “Em 2019, eles pegaram um agiota e o transformaram em banqueiro. Esse Vorcaro que corrompeu muita gente na República. Nós prendemos esse banqueiro. Eles abriram um banco e nós fechamos esse banco”, disse o petista.

O presidente tentou vincular as fraudes de descontos de aposentadorias do INSS ao seu adversário político. “Descobrimos em dois anos a maior quadrilha montada para roubar aposentados e pensionados nesse país. Foi a Controladoria-Geral da República e a Polícia Federal do meu governo que descobriu uma quadrilha montada no governo Bolsonaro”, atacou.

Lula sobre investigações envolvendo seu filho: “Não será protegido”

O presidente reiterou que não protegerá seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, das investigações sobre tráfico de influência e lobby no governo federal. “Meu filho não será protegido. Ele nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá que pagar”, declarou.

Lula estendeu essa afirmação a si mesmo e a qualquer ministro da Suprema Corte. “Isso vale para mim, para o meu filho e para qualquer ministro da Suprema Corte.” A declaração reforça o compromisso com a igualdade perante a lei, independentemente do cargo ou parentesco.

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