Reviravolta na Operação Calvário: Gilmar Mendes tranca ação contra Ricardo Coutinho por falta de provas independentes

Reviravolta na Operação Calvário: Gilmar Mendes tranca ação contra Ricardo Coutinho por falta de provas independentes

Resumo

Gilmar Mendes suspende ação penal da Operação Calvário contra Ricardo Coutinho

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão significativa nesta sexta-feira (09), determinando o **trancamento da principal ação penal** referente à Operação Calvário, que tinha como alvo o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT).

A fundamentação da decisão ministerial repousa sobre a análise de que a acusação apresentada pelo Ministério Público, por meio do Gaeco, se sustenta de maneira quase exclusiva em depoimentos de delações premiadas. O ministro destacou a **ausência de provas independentes** que pudessem justificar a continuidade do processo judicial.

Segundo a análise de Gilmar Mendes, o processo em questão, que também envolvia ex-secretários de estado e parlamentares, carecia de elementos autônomos capazes de **corroborar as declarações prestadas pelos delatores**. Essa carência de suporte probatório independente foi crucial para a decisão.

A base da acusação e a falta de provas autônomas

O ministro Gilmar Mendes apontou que a denúncia formulada contra Ricardo Coutinho e outros réus tinha como **base central os relatos de colaboradores**, como o empresário Daniel Gomes. No entanto, esses relatos não apresentavam, segundo o STF, uma “densidade incriminatória própria” que pudesse, por si só, sustentar a continuidade da persecução penal.

Operação Calvário: um histórico de investigações

A Operação Calvário, deflagrada em 2018, investigou um suposto esquema de corrupção em contratos firmados entre o governo da Paraíba e empresas de saúde. As investigações apontavam para o pagamento de propina a ex-gestores em troca de benefícios em licitações.

Impacto da decisão para Ricardo Coutinho e outros envolvidos

O trancamento da ação penal representa uma **vitória judicial para Ricardo Coutinho**. A decisão do STF, baseada na fragilidade das provas independentes, pode ter implicações para outros processos que se apoiam de forma similar em delações premiadas sem a devida corroboração. A análise sobre a necessidade de provas independentes para sustentar denúncias criminais ganha destaque com este caso.

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