Governo Lula Veta Proteção ao Seguro Rural na LDO, Deixando Agricultores à Própria Sorte
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nesta sexta-feira (02), mas um veto presidencial gerou forte insatisfação no setor agropecuário. A emenda da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que buscava impedir o contingenciamento de recursos para o Seguro Rural, foi negada, assim como verbas para a Embrapa e defesa agropecuária.
O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) tem sido alvo de cortes sucessivos, comprometendo sua eficácia como ferramenta de segurança para os produtores rurais. Em 2024, o setor solicitou R$ 2,1 bilhões, mas recebeu menos da metade, com menos de 60% do valor necessário após os cortes. Para 2025, a situação é ainda mais grave, com a ausência total de recursos para subvenção.
Este veto representa um duro golpe para a agricultura brasileira, que já enfrenta desafios crescentes com eventos climáticos extremos. A decisão do governo de não proteger o Seguro Rural na LDO de 2026 ignora as perdas significativas sofridas por produtores em diversas regiões do país, como as secas no Norte do Paraná e as enchentes e secas recentes no Rio Grande do Sul.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (02) após a sanção da LDO pelo presidente Lula.
Seguro Rural: Um Colchão de Segurança Ignorado pelo Governo
O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é fundamental para a política agrícola do Brasil. Ele funciona como um “colchão” financeiro, subsidiando parte do custo do seguro para os produtores. Isso torna o seguro mais acessível, especialmente para enfrentar perdas causadas por geadas, enchentes e secas prolongadas, garantindo mais segurança e estabilidade para a produção agrícola.
A emenda da FPA visava justamente blindar o Seguro Rural contra cortes orçamentários, reconhecendo sua importância como política pública. Ao vetar essa proteção, o governo Lula parece desconsiderar a importância de apoiar os produtores em momentos de adversidade climática, um cenário cada vez mais frequente e impactante.
Veto Presidencial Empurra Riscos e Custos para os Produtores
O veto presidencial à proteção do Seguro Rural no orçamento de 2026 sinaliza que o governo está, mais uma vez, transferindo todo o risco da produção para o produtor rural. Sem o amparo do seguro, a falta de crédito, o planejamento e a segurança alimentar ficam seriamente comprometidos, afetando toda a cadeia produtiva do agronegócio.
A decisão levanta questionamentos sobre a coerência da gestão, especialmente considerando declarações anteriores de secretários que culparam a FPA pela falta de atenção ao PSR. O setor produtivo vê essa atitude como uma tentativa de criar narrativas falsas e desviar a atenção dos problemas reais enfrentados pelos agricultores.
Setor Agropecuário Mobilizado para Derrubar o Veto
Apesar do veto, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reafirma seu compromisso em buscar soluções. O setor está mobilizado, mesmo durante o recesso parlamentar, para reverter essa decisão e garantir recursos para o Seguro Rural, a defesa agropecuária e a Embrapa.
O objetivo é defender o Brasil produtivo e garantir que os agricultores tenham as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios e continuar contribuindo para a economia do país. A FPA buscará, se necessário, derrubar o veto no Congresso Nacional, reafirmando a importância vital do Seguro Rural.
O Ano de 2026: Defesa do Agronegócio Brasileiro
O ano de 2026 se apresenta como um marco para a defesa do agronegócio brasileiro. A decisão do governo em vetar a proteção ao Seguro Rural é vista como um desrespeito ao setor que, segundo a fonte, garante a balança comercial da economia brasileira. A FPA se mostra determinada a lutar pelos interesses dos produtores.
A luta pela manutenção e fortalecimento do Seguro Rural é uma prioridade. O setor agropecuário, que gera empregos e renda no campo, espera que o governo reconsidere sua posição e passe a valorizar a segurança e a sustentabilidade da produção agrícola nacional, especialmente diante das incertezas climáticas.