PGR Vê Falta Grave em Vídeo de Daniel Silveira com Carlos Portinho, Mas Defende Manutenção de Regime Aberto

PGR Vê Falta Grave em Vídeo de Daniel Silveira com Carlos Portinho, Mas Defende Manutenção de Regime Aberto

Resumo

PGR analisa vídeo de Daniel Silveira com Carlos Portinho e pede cautela a Moraes sobre regime aberto

A Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliou a gravação que mostra o ex-deputado federal Daniel Silveira ao lado do senador Carlos Portinho (PL-RJ), declarando apoio à pré-candidatura do parlamentar. Apesar de considerar a atitude uma **falta grave**, a PGR se manifestou a favor de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantenha Daniel Silveira em regime aberto.

O parecer, assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho, classificou as explicações da defesa de Silveira como “frágeis”. No entanto, a PGR argumenta que a violação das condições impostas foi **pontual** e sugere que Moraes estabeleça de forma explícita os limites para que o ex-deputado não retorne ao regime semiaberto ou fechado.

Um fator que pesou favoravelmente ao ex-deputado foi o seu **cumprimento rigoroso de todas as condições** impostas pela Justiça ao longo de um ano. A PGR destacou que, ao se deixar gravar em um contexto político, mesmo que apenas para saudar o senador, Silveira deveria ter ciência das consequências de uma eventual divulgação pública.

Relembre o caso Daniel Silveira

Daniel Silveira foi condenado a **oito anos e nove meses de prisão** por coação no curso do processo e tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes da União. As falas do ex-deputado foram interpretadas como ameaças e intimidações aos ministros Alexandre de Moraes e Edson Fachin. A condenação ocorreu enquanto ele exercia o mandato e contribuiu para a extinção da Lei de Segurança Nacional, além da criação de novos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Defesa alega interação social espontânea

O vídeo em questão, que já foi retirado do ar, mostrava Silveira expressando apoio total a Carlos Portinho. A defesa do ex-deputado argumenta que ele **não utilizou suas redes sociais** e não solicitou a gravação ou divulgação do material. Segundo os advogados, a interação foi breve, espontânea e protocolar, registrada unilateralmente por um terceiro.

“Em nenhum momento houve manifestação política, pedido de votos, conclamação de apoiadores, ataque a autoridades, instituições ou pessoas, tampouco divulgação de ideias ou posicionamentos perante a coletividade. Trata-se, em verdade, de uma breve interação social, espontânea e protocolar, registrada unilateralmente por terceiro”, afirmam os esclarecimentos da defesa.

PGR sugere advertência clara sobre condições

A Procuradoria-Geral da República, ao analisar o caso, reconhece a violação, mas pondera que a conduta de Silveira, no geral, tem sido de cumprimento das obrigações. Por isso, a sugestão é que o ministro Alexandre de Moraes emita uma **advertência formal e detalhada** sobre as condições que devem ser estritamente observadas pelo ex-deputado para evitar a regressão do regime prisional.

A decisão final sobre a manutenção ou não do regime aberto para Daniel Silveira agora cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que deverá considerar os argumentos da PGR e da defesa. O caso segue em andamento no STF.

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