Sul-coreanas Reviram Decisão e Fertilidade Volta a Subir no País Asiático
A Coreia do Sul, país conhecido por enfrentar uma das taxas de fertilidade mais baixas do mundo, está presenciando uma mudança animadora. Dados recentes indicam um crescimento nas taxas de fertilidade, revertendo uma tendência preocupante de queda que se estendia por anos. Este **renascimento na intenção de ter filhos** surge em um momento crucial, onde muitos países lutam para manter suas populações.
Relatórios do Ministério de Dados e Estatísticas revelam que em 2025, o país registrou 254,3 mil nascimentos, um **aumento significativo de 6,7%** em comparação com o ano anterior. Este número representa o maior volume de bebês nascidos desde 2021, sinalizando uma recuperação promissora.
A taxa de fertilidade nacional saltou para 0,8 no último ano, marcando a segunda alta consecutiva. Essa melhora, embora ainda distante dos 2,1 filhos necessários para a estabilidade populacional, é um indicativo de que as **políticas e mudanças culturais** implementadas estão começando a surtir efeito, conforme informações divulgadas pelo Ministério de Dados e Estatísticas.
Mudança de Mentalidade e Apoio Familiar Impulsionam Fertilidade
Um dos fatores cruciais para essa reversão é a **mudança na percepção das mulheres sul-coreanas** sobre a maternidade. Dados do Comitê Presidencial sobre a Sociedade em Envelhecimento e Política Populacional mostram que a proporção de mulheres solteiras ou casadas sem filhos dispostas a ter filhos aumentou consideravelmente, passando de 23,1% em 2024 para 31,1% em 2026.
Kim Jin-oh, vice-presidente do comitê, destacou a importância de aprofundar as políticas públicas para sustentar esse crescimento. Ele enfatizou a necessidade de **incentivar uma cultura mais favorável à maternidade e à parentalidade**, além de criar condições de trabalho que permitam a licença parental sem receio de estigma, conforme declarações ao jornal The Korea Times.
A mudança de mentalidade também é percebida no ambiente corporativo. Uma mãe sul-coreana, identificada apenas como Kim, relatou à CNN em fevereiro que o **cenário em relação à licença parental melhorou**, com empresas oferecendo benefícios e gestores demonstrando maior compreensão, o que alivia o peso sobre os funcionários.
Políticas Públicas e Influência Familiar: Pilares da Nova Tendência
A Coreia do Sul tem investido em diversas políticas para estimular a natalidade, incluindo subsídios para habitação e cuidados infantis, auxílio financeiro a novos pais e a ampliação das licenças maternidade e paternidade. Essas medidas visam **reduzir as barreiras financeiras e sociais** para quem deseja ter filhos.
No entanto, pesquisadoras como Gowoon Jung e Juyeon Park, da Universidade da Coreia e da Universidade Yonsei, respectivamente, ressaltam que o incentivo à maternidade não deve depender apenas do Estado. Um estudo divulgado em agosto, baseado em discussões com mulheres que mudaram de ideia sobre não ter filhos, apontou que o **apoio familiar é tão ou mais importante** que os incentivos estatais.
A pesquisa concluiu que o pronatalismo familiar, integrado ao cotidiano, molda percepções sobre o momento ideal para ter filhos e a realização pessoal. As escolhas reprodutivas das mulheres são **influenciadas por redes de parentesco**, onde ter filhos é sutilmente incentivado, apoiado e normalizado, conforme o estudo.
O Caminho a Seguir para a Estabilidade Populacional
Apesar do otimismo com o aumento das taxas de fertilidade, a Coreia do Sul ainda enfrenta o desafio de atingir o nível necessário para a estabilidade populacional. A **continuidade das políticas públicas eficazes** e a promoção de um ambiente cultural cada vez mais acolhedor para famílias são essenciais.
A colaboração entre governo, empresas e famílias se mostra fundamental para que a tendência de crescimento da fertilidade se consolide. A **mudança de paradigma em relação à maternidade** e à parentalidade na Coreia do Sul é um exemplo de como fatores culturais e políticas públicas podem, juntos, reverter tendências demográficas preocupantes.