Jurista Almir Pazzianotto aponta para “caso de psiquiatria” na conduta de Dias Toffoli no STF em meio à polêmica do Banco Master
O ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e ex-ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, teceu críticas contundentes ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração, feita em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (20), classifica o comportamento do magistrado em relação ao caso do Banco Master como um “caso de análise pela psiquiatria”.
Pazzianotto expressou perplexidade diante das ações de Toffoli, destacando a ausência de vozes de defesa para o ministro tanto no STF quanto no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele questiona como Toffoli consegue permanecer indiferente diante das evidências, ressaltando o crescente número de censuras de jornalistas e advogados imparciais.
A polêmica central gira em torno de decisões consideradas atípicas pelo ministro Dias Toffoli na condução do caso do Banco Master. Uma das mais criticadas foi a determinação de que o material apreendido fosse enviado para a sede do próprio STF, em vez de seguir para a Polícia Federal, o destino usual para a perícia e a preservação da cadeia de custódia das provas.
Sigilo e viagens suspeitas marcam o caso Master no STF
O caso Banco Master chegou ao STF devido à possibilidade de envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Logo no início, Dias Toffoli instaurou sigilo no processo, um movimento que ocorreu após a revelação de que o ministro havia viajado em um jatinho com o advogado Augusto de Arruda Botelho. Dias depois, Botelho protocolou um Habeas Corpus em favor de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance do banco.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) também se manifestou, emitindo uma nota de preocupação. Sem citar diretamente o ministro, a associação indicou “indícios de que prerrogativas legalmente asseguradas aos delegados da Polícia Federal responsáveis pela condução do feito vêm sendo indevidamente mitigadas.”
Pedido de investigação contra Toffoli na PGR
Diante do desenrolar dos fatos, a oposição política protocolou um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a investigação de Dias Toffoli. Apesar das crescentes críticas e do pedido de investigação, o ministro não demonstrou intenção de renunciar à relatoria da ação que envolve o Banco Master.