Pietra Bertolazzi relata ameaças e fraudes após criticar o grupo musical BTS, com caso sendo investigado pela polícia.
A influenciadora digital Pietra Bertolazzi, conhecida por seu ativismo conservador, alega ter se tornado vítima de uma série de crimes graves após tecer comentários sobre o grupo sul-coreano BTS, também conhecido como Bangtan Boys. As declarações, feitas em suas redes sociais, desencadearam uma onda de cancelamento que, segundo a influenciadora e sua defesa, extrapolou o ambiente virtual e ingressou na esfera criminal.
Entre as acusações estão ameaça de morte, uso indevido de dados pessoais e de cartões de crédito, além de fraudes. O caso já está sob investigação da Divisão de Crimes Cibernéticos de São Paulo (DCCIBER), que apura crimes como invasão de dispositivo informático, estelionato, ameaça, calúnia, difamação e injúria.
Conforme relatado pelo advogado Gabriel Carvalho de Jesus, a ação coordenada visava causar prejuízos patrimoniais, danos à honra, violação da privacidade e comprometimento da segurança pessoal de Pietra Bertolazzi. As informações são do portal Gazeta do Povo.
A Crítica que Gerou a Repercussão
O incidente teve início em 19 de julho, quando Pietra Bertolazzi utilizou seu Instagram para criticar a aparência e o comportamento dos integrantes do BTS durante uma apresentação na final da Copa do Mundo. A influenciadora descreveu o grupo como “um grupo de homens totalmente afeminados, vaidosos e cheios de caras e bocas”, expressando sentir “vergonha alheia”.
A declaração, feita por uma figura com 1,3 milhão de seguidores, provocou uma forte reação de fãs do grupo, que passaram a divulgar informações pessoais da influenciadora nas redes sociais. O que Pietra Bertolazzi e sua defesa consideram um ataque orquestrado, envolveu o incentivo e a divulgação de ações fraudulentas.
Vazamento de Dados e Tentativas de Fraude
O vazamento de dados cadastrais de Pietra Bertolazzi teria sido o ponto de partida para diversas ações criminosas. Segundo seu advogado, o material vazado foi utilizado em uma “ação coordenada e sistemática” para prejudicá-la. Entre as atividades relatadas estão o uso indevido de sua identidade para preenchimento de cadastros, abertura de contas bancárias e registros em serviços online como o iFood.
Mais de 70 tentativas de compras foram realizadas em nome da influenciadora, além de pedidos de filiação a partidos políticos como PT e PCdoB, e até mesmo falsos cadastros para mesária voluntária em diferentes estados do Brasil. O advogado ressalta que tais ações, embora chocantes, são apenas uma parte do que está sendo investigado pela DCCIBER.
Posicionamento de Pietra e Reflexões sobre a Juventude
Em pronunciamento após a repercussão, Pietra Bertolazzi ironizou as críticas e reforçou que as ações eram criminosas, buscando alertar pais e responsáveis sobre a influência na formação de crianças e adolescentes. Ela questionou quem estaria moldando os jovens atualmente, sugerindo que a terceirização da educação para redes sociais e entretenimento estaria gerando resultados preocupantes.
A influenciadora também abordou a questão da masculinidade, argumentando que a força masculina não é uma ameaça, mas sim a ausência e a fragilidade. Para ela, a falta de referência paterna e a demonização da masculinidade contribuem para que jovens se tornem “órfãos de referência”.
Ataque a Princípios e Valores
Pietra Bertolazzi sugere que os ataques recebidos vão além da crítica ao BTS, representando uma ofensiva a outros temas que ela defende. Ela se vê como “uma mulher católica” que fala sobre a importância do lar, da fé e contra a “ideologia” imposta às crianças. “Ninguém organiza um exército contra quem não ameaça nada”, declarou, indicando que o alvo seria o que ela representa.