Novo acusa STF de "blindagem institucional" na saída de Toffoli do caso Master sem julgamento de suspeição

Novo acusa STF de “blindagem institucional” na saída de Toffoli do caso Master sem julgamento de suspeição

Resumo

Novo vê “blindagem institucional” em saída de Toffoli do caso Master sem julgamento de suspeição

O partido Novo classificou a nota conjunta do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o afastamento do ministro Dias Toffoli do caso Master como uma clara tentativa de “blindagem institucional”. A legenda critica a decisão de redistribuir a relatoria sem que a suspeição levantada contra o ministro fosse julgada.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (13), o Novo argumenta que a posição do STF, que buscou apoiar Toffoli e negar qualquer impedimento ou suspeição, contradiz a própria ação de retirar o caso de sua relatoria. “Não há coerência em afirmar que tudo foi feito corretamente e, ao mesmo tempo, abrir mão da relatoria para redistribuição”, aponta o partido.

A polêmica ganhou força após a Polícia Federal (PF) desbloquear o celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e encontrar mensagens trocadas entre ele e o ministro Dias Toffoli. As conclusões da PF foram enviadas ao presidente do STF, Edson Fachin. Em resposta, Toffoli chamou as descobertas de “ilações” e questionou o poder da PF de pedir seu afastamento.

STF emite nota incomum para defender Toffoli

A manifestação do STF, intitulada “Nota oficial dos dez ministros do STF”, foi considerada incomum pela legenda. O texto reforça o “apoio pessoal” dos ministros a Toffoli e nega a existência de suspeição ou impedimento. A troca de relator foi atribuída a um pedido do próprio ministro, com o gabinete da Presidência encarregado de “adotar as providências processuais necessárias” para extinguir o pedido de suspeição e remeter os autos a um novo relator.

Para o Novo, essa movimentação indica que “se não houve falha, não haveria motivo para recuo”. A legenda avalia tanto a defesa de Toffoli quanto a mudança de relatoria como uma “tentativa explícita de abafar o caso”, buscando evitar um julgamento de mérito sobre a suspeição levantada.

Novo defende impeachment e “restauração da credibilidade”

A sigla do Novo estende a discussão para a necessidade de impeachment de outros ministros, embora não os cite nominalmente. Segundo o partido, tal medida seria essencial para a “restauração da credibilidade das instituições” e para garantir que “nenhum agente público esteja acima da lei”.

A investigação da PF sobre as mensagens trocadas entre Toffoli e o investigado Daniel Vorcaro é vista pelo Novo como um ponto central no conflito. A PF teria constatado a comunicação direta, levantando questionamentos sobre a imparcialidade do ministro no caso Master.

Ministro Dias Toffoli rebate acusações da PF

Dias Toffoli, por sua vez, negou veementemente as conclusões da Polícia Federal, classificando-as como “ilações”. Ele também contestou o poder da corporação em solicitar seu afastamento, reiterando sua inocência e a legalidade de suas ações.

A nota do partido Novo reforça a visão de que a atuação do STF, ao tentar proteger o ministro sem um julgamento formal da suspeição, prejudica a imagem da Corte e a confiança pública nas instituições. A “blindagem institucional” é o termo usado para descrever a percepção de que o Supremo estaria agindo para evitar escrutínio sobre seus próprios membros.

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