Eduardo Bolsonaro defende Flávio para presidente, critica Lula e STF em entrevista à Fox News

Eduardo Bolsonaro defende Flávio para presidente, critica Lula e STF em entrevista à Fox News

Resumo

Eduardo Bolsonaro defende candidatura de Flávio e ataca Lula e STF em entrevista à Fox News

Em entrevista à emissora americana Fox News, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apresentou a pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República. O objetivo, segundo Eduardo, é a derrota do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Eduardo Bolsonaro também aproveitou a oportunidade para tecer críticas contundentes a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente no caso que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A entrevista, publicada neste sábado (14), abordou os planos da direita para as próximas eleições.

“Muitas pesquisas mostram meu irmão empatado e algumas mostram que ele está um pouco à frente”, declarou Eduardo, explicando que a decisão de lançar Flávio como candidato partiu do próprio Jair Bolsonaro, que “reconheceu que não poderia disputar o pleito”. Conforme informação divulgada pela Fox News, Eduardo afirmou que a candidatura de Flávio visa “derrotar Lula”.

Estratégia de campanha focada em economia e segurança

Eduardo Bolsonaro detalhou que a estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro se concentrará em temas cruciais como a economia e a segurança pública. A ideia é contrastar as propostas da direita com o que ele descreveu como um “governo Lula ruim” nessas áreas.

“A estratégia de Flávio é mostrar como o governo Lula é ruim, principalmente na economia e também na segurança”, disse o ex-deputado. Ele acrescentou que a população estaria “farta de Lula apoiar o Hamas, aumentar a criminalidade e não fazer um bom trabalho na economia”.

Unidade da direita contra Lula e “prisão política” de Bolsonaro

Questionado sobre a possibilidade de a fragmentação da direita prejudicar a disputa, Eduardo minimizou o risco. Ele assegurou que, independentemente de quem avance para o segundo turno, “todos estarão juntos” contra Lula, pois o consideram “o pior que pode acontecer ao país”.

Eduardo classificou como “mentira” a ideia de que Lula poderia vencer no primeiro turno caso haja divisão de votos entre os candidatos de direita. Pelo contrário, ele argumentou que a presença de diversos nomes no campo conservador pode ampliar as críticas ao governo atual. “É muito bom que tenhamos mais candidatos de direita. Por quê? Porque todos eles vão criticar Lula”, afirmou.

Ao comentar a situação de Jair Bolsonaro, Eduardo reiterou a alegação de que sua condenação teve motivação política. “Se ele não tivesse sido condenado a 27 anos de prisão, estaria livre para concorrer e com certeza seria o próximo presidente do Brasil. Essa é a única razão pela qual ele está preso: por razões políticas”, declarou.

Ele ressaltou que Jair Bolsonaro não estava no Brasil durante os atos de 8 de janeiro de 2023, mas sim em Orlando, nos Estados Unidos. O ex-presidente foi condenado pelo STF no ano passado no âmbito de investigações sobre uma suposta articulação para impedir a posse de Lula e que culminou nos atos de 8 de janeiro.

Críticas ao STF e ao veto de Lula ao PL da Dosimetria

Eduardo Bolsonaro também criticou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso. O projeto visava alterar critérios de fixação de penas, o que poderia beneficiar condenados nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Bolsonaro.

Na visão do ex-deputado, o STF tem agido para concentrar poder, declarando inconstitucionais medidas que não lhe agradam. “Tudo o que o Supremo não gosta, eles dizem que é contra a nossa Constituição. É a maneira que tentam tomar todo o poder sobre o Legislativo e, às vezes, até sobre o Executivo”, disse.

Ele interpretou o veto de Lula como um sinal de que o presidente “está sempre falando com a bolha da esquerda, está falando com a esquerda radical”. Eduardo também mencionou a possibilidade de Flávio Bolsonaro conceder perdão presidencial ao pai, caso seja eleito. “Agora eu só tenho um papel, eleger Flávio Bolsonaro, e ele dará indulto a Jair. Não só a Jair, mas também a mim”, afirmou, referindo-se a processos que ele mesmo enfrenta no Brasil.

Acusações contra Alexandre de Moraes

Eduardo Bolsonaro também acusou o ministro do STF Alexandre de Moraes de tê-lo responsabilizado por sanções impostas pelo governo do presidente Donald Trump. Ele alega que, por não ter coragem de processar Trump, Moraes estaria o processando.

As sanções americanas contra Moraes, sua esposa e seu instituto foram emitidas em 2025, mas derrubadas meses depois. Eduardo mencionou que o ministro do STF o culpa por essas medidas, que teriam sido apoiadas por Scott Bessent, secretário do Tesouro, e Marco Rubio, secretário de Estado.

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