Auditor da Receita Afastado de Chefia Após Suspeita de Acessar Dados Sigilosos de Parente de Gilmar Mendes

Auditor da Receita Afastado de Chefia Após Suspeita de Acessar Dados Sigilosos de Parente de Gilmar Mendes

Resumo

Receita Federal afasta chefe substituto investigado por acesso indevido a dados de familiar de ministro do STF.

A Receita Federal tomou uma medida drástica ao afastar do cargo de chefia um auditor fiscal sob investigação por suspeita de acessar informações sigilosas de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (19).

O servidor ocupava a função de chefe substituto na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Embora a portaria de dispensa não detalhe o motivo, o afastamento ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre supostos vazamentos de dados sigilosos de membros da Corte e seus familiares.

A Polícia Federal já cumpriu mandados de busca e apreensão e impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, para o auditor fiscal e outros três servidores do Serpro. A defesa do auditor, no entanto, alega que o acesso foi motivado por uma curiosidade sem intenção de vazamento, conforme revelado pelo presidente da Unafisco, Kléber Cabral. A defesa reafirma a reputação ilibada do servidor e promete esclarecer os fatos oportunamente, conforme informação divulgada pelo portal Metrópoles.

Auditor sob investigação da PF

O auditor fiscal afastado de suas funções de chefia na Receita Federal é um dos alvos de uma operação deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a **suspeita de acesso indevido a dados sigilosos** de pessoas ligadas a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. A ação da PF incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão e a imposição de medidas cautelares.

Defesa alega “curiosidade” e “falso positivo”

Segundo Kléber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), o próprio auditor fiscal admitiu ter acessado dados de uma parente de Gilmar Mendes. Contudo, ele teria justificado a ação como uma motivação “fútil”, motivada por “curiosidade” em verificar se uma conhecida possuía o mesmo sobrenome de um amigo. Cabral classificou o episódio como um “falso positivo”, pois o acesso teria ocorrido em 2008, período em que o casal esteve junto, e não em 2026, como poderia sugerir um interesse em vazamento.

Reputação ilibada e idoneidade profissional

A defesa do auditor fiscal emitiu uma nota destacando a **“reputação ilibada”** e a **“idoneidade”** do servidor. O comunicado ressalta que o profissional, em toda a sua trajetória na Receita Federal, jamais respondeu a qualquer falta funcional. A defesa se comprometeu a apresentar os devidos esclarecimentos e a comprovar a verdade dos fatos assim que tiver acesso completo aos elementos formais da investigação.

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