Delação Premiada: Ex-dirigentes do INSS Citam "Lulinha" em Caso de Fraudes e Propinas; PF Investiga Banco que Movimentou R$ 25 Bilhões

Delação Premiada: Ex-dirigentes do INSS Citam “Lulinha” em Caso de Fraudes e Propinas; PF Investiga Banco que Movimentou R$ 25 Bilhões

Resumo

Delação Premiada Envolve “Lulinha” e Movimentação Suspeita de Bilhões em Nova Fase de Operações da PF

Dois ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Virgílio Oliveira Filho e Andrè Fidelis, fecharam acordo de delação premiada e citaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação surge em meio às investigações da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema de fraudes e propinas em descontos de benefícios previdenciários.

Os ex-dirigentes estão presos desde novembro de 2025, e seus depoimentos em delação premiada podem trazer novos desdobramentos para as investigações. Segundo a apuração da Polícia Federal, Virgílio teria recebido cerca de R$ 11,9 milhões e Fidelis, R$ 3,4 milhões em pagamentos considerados ilegais, o que reforça a gravidade das acusações.

Em paralelo, a Polícia Federal deflagrou a operação Cliente Fantasma, que investiga o banco BMP por suspeita de movimentar aproximadamente R$ 25 bilhões em transações financeiras. Parte desses valores estaria ligada a organizações criminosas, operando através de contas sem identificação clara, o que dificultaria o controle e favoreceria a lavagem de dinheiro.

Operação Sem Desconto Revela Esquema de Pagamentos Ilegais no INSS

As investigações da Operação Sem Desconto, conduzidas pela Polícia Federal, concentram-se em fraudes e recebimento de propinas relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS. A prisão de Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, em novembro de 2025, marcou o início de uma nova etapa na apuração desses crimes.

A delação premiada firmada pelos ex-dirigentes promete trazer à tona detalhes sobre a estrutura do esquema e os envolvidos. A citação de “Lulinha” nas declarações adiciona uma camada de complexidade e atenção midiática ao caso, gerando expectativa sobre os próximos passos da investigação.

Deputado Guilherme Derrite Critica Voto de Presos e Defende Dureza Contra Facções

Em outra frente, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) manifestou sua posição contrária ao direito de voto de presos, especialmente aqueles envolvidos com facções criminosas. A declaração foi feita em entrevista após a aprovação do Projeto de Lei Antifacção, do qual ele foi relator.

Derrite argumentou que permitir que presos decidam o futuro do país por meio do voto é algo “anormal e inaceitável”. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados, visa restringir o direito eleitoral de indivíduos ligados a organizações criminosas, buscando, segundo o parlamentar, garantir a segurança e a ordem pública.

O deputado também ressaltou que, caso o presidente Lula decida vetar algum trecho da proposta, o Congresso Nacional deve se mobilizar para derrubar o veto. O projeto agora aguarda a análise do Poder Executivo para sanção ou veto presidencial.

Banco BMP Sob Investigação por Movimentar R$ 25 Bilhões de Organizações Criminosas

A Polícia Federal, por meio da operação Cliente Fantasma, está investigando o banco BMP por sua suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro. A instituição financeira é suspeita de ter facilitado a movimentação de cerca de R$ 25 bilhões, com indícios de que parte desses recursos pertencia a organizações criminosas.

A apuração aponta que o banco teria permitido a circulação de grandes volumes de dinheiro sem o devido controle, o que, segundo a PF, dificulta a fiscalização e favorece atividades ilícitas. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banco na capital paulista e em Barueri, incluindo a sede da instituição e seus dirigentes.

O caso reforça a atuação da Polícia Federal no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do crime organizado, mostrando a complexidade das operações financeiras que podem ser utilizadas para fins ilícitos. A investigação segue em andamento, com expectativas de novas revelações sobre o alcance do esquema.

Estes foram os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta quinta-feira (26), programa que vai ao ar das 07h às 10h, no canal da Gazeta do Povo no Youtube.

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