CPMI do INSS notifica COAF para entregar informações de Lulinha em 5 dias úteis
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS deu um prazo de cinco dias úteis para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) entregue informações sigilosas de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha. A notificação foi feita pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), nesta sexta-feira (27).
A decisão ocorre após a aprovação, na quinta-feira (26), da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. Ele foi citado em mensagens que teriam ligação com a chamada “farra do INSS”, um esquema de fraudes em benefícios previdenciários investigado pela comissão.
O senador Carlos Viana afirmou que a CPMI segue suas decisões com transparência e observância legal. A pressa em obter os dados do filho do presidente Lula visa acelerar as investigações, apesar das tentativas de parlamentares governistas de anular a quebra de sigilo.
Governo contesta votação e recorre ao Senado
Parlamentares ligados ao governo alegam que a contagem de votos na CPMI foi fraudada. Diante disso, eles apresentaram um recurso ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), buscando reverter a decisão de quebra de sigilo. A manobra busca, segundo eles, retomar a “blindagem” em torno das investigações.
A votação na comissão segue um precedente de janeiro, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, acatou pedido da Polícia Federal (PF). Na ocasião, a PF solicitou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha em um inquérito que tramita em segredo na Corte.
COAF tem 5 dias para apresentar dados de Lulinha
O prazo de cinco dias úteis estabelecido para o COAF responder à notificação demonstra a urgência da CPMI em acessar as informações. A expectativa é que os dados forneçam novos elementos para a investigação sobre o envolvimento de Lulinha nas fraudes do INSS.
A obtenção dessas informações é vista como crucial para avançar nas apurações e esclarecer a participação de Fábio Luís da Silva no esquema. A comissão busca garantir a **celeridade na coleta de provas**, mesmo diante das contestações políticas em andamento.
Investigações sobre a “farra do INSS” continuam
A CPMI do INSS tem como objetivo investigar um amplo esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários. A inclusão de Lulinha nas investigações, após a quebra de seus sigilos, indica a **ampliação do escopo da apuração**.
A comissão segue trabalhando para coletar evidências e ouvir testemunhas. A expectativa é que as informações solicitadas ao COAF contribuam significativamente para o desenrolar do caso e a identificação de todos os envolvidos na “farra do INSS”.