Jeffrey Chiquini detalha motivos para escolher o Novo em vez do PL, apontando divergências ideológicas com a gestão anterior.
O advogado e pré-candidato a deputado federal Jeffrey Chiquini revelou os motivos que o levaram a se filiar ao partido Novo, em detrimento do PL no Paraná. Segundo ele, o diretório estadual do PL, sob a presidência do deputado federal Giacobo (sem partido-PR), estava em desacordo com os princípios da direita. Essa divergência, conforme Chiquini, foi decisiva para sua escolha partidária.
As declarações foram feitas por Chiquini em suas redes sociais neste sábado (28). Ele destacou a recente debandada de 53 prefeitos do PL, que migraram para o PSD, e a saída do próprio presidente estadual do PL, evidenciando um cenário de instabilidade e desalinhamento com as pautas conservadoras.
“Eu sempre tive a conexão e a cara do PL. Mas infelizmente o PL no Paraná, sob a presidência do Giacobo, estava desalinhado com a direita. Hoje, os fatos falam por si: 53 prefeitos deixaram o partido e foram para o PSD, e até o próprio presidente estadual abandonou o projeto do Flávio Bolsonaro, e assumiu o lado que sempre esteve”, escreveu Chiquini, conforme informação divulgada por ele nas redes sociais.
A saída de Giacobo e a nova liderança no PL paranaense
A decisão de Giacobo de deixar o PL ocorreu na última terça-feira (24). A saída do parlamentar foi motivada por um protesto contra a filiação e o lançamento da pré-candidatura do senador Sergio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná. A tensão política na região envolve também o atual governador, Ratinho Júnior (PSD).
Com a saída de Giacobo, o deputado federal Filipe Barros assumiu a presidência do PL paranaense. Chiquini considera Filipe Barros um nome alinhado ao projeto de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. Essa nova configuração, contudo, não alterou a decisão de Chiquini.
Fidelidade ao Novo e cenário eleitoral no Paraná
Apesar da mudança na liderança do PL, Jeffrey Chiquini reafirmou seu compromisso com o partido Novo. Ele declarou que não seria correto abandonar a legenda que o acolheu. “Eu não seria correto eu abandonar agora quem me recebeu de braços abertos”, afirmou, ressaltando que se sente “muito bem e feliz” no Novo, atualmente presidido no Paraná pelo cientista político Lucas da Silva Santos.
O cenário eleitoral paranaense aponta Sergio Moro como provável candidato ao governo, enfrentando o deputado estadual Requião Filho (PDT-PR). Para o Senado, especulam-se candidaturas como a do ex-senador Alvaro Dias (Podemos), da ministra Gleisi Hoffmann (PT), do deputado estadual Alexandre Curi (PSD) e do próprio Filipe Barros.
Divergências ideológicas marcam a escolha de Chiquini
A principal justificativa de Chiquini para sua filiação ao Novo reside na percepção de um distanciamento ideológico dentro do PL paranaense durante a gestão de Giacobo. O advogado, que se identifica com a direita, buscou um partido que, em sua visão, estivesse mais alinhado a essas pautas.
A migração de prefeitos e a própria saída de Giacobo são citadas por Chiquini como evidências desse desalinhamento. A escolha pelo Novo reforça a busca por um ambiente político que, segundo ele, representa melhor seus valores e propostas para a representação federal.