Trump eleva tom e ameaça Irã com “inferno” e “bastardos loucos” por bloqueio do Estreito de Ormuz, com ataque marcado para terça-feira
Donald Trump elevou drasticamente o tom contra o Irã neste domingo (5), utilizando linguagem explícita para exigir a reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente americano deu um novo ultimato ao regime de Teerã, com uma data definida para uma possível retaliação.
A tensão aumenta entre os dois países após o Irã rejeitar o prazo de 48 horas estabelecido por Trump para a liberação da estratégica via marítima. O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, já impactou os preços globais do barril.
Em resposta às ameaças, o Irã acusou os Estados Unidos de crimes de guerra e de agir de forma imprudente sob influência de Israel. O presidente do Parlamento iraniano alertou que as ações americanas podem levar Washington a um “inferno na Terra”. Conforme informação divulgada pelo Truth Social, o presidente americano declarou: “Abram a p* do estreito [de Ormuz], seus bastardos loucos”.
Ofensiva com data marcada e alvo na infraestrutura
O ultimato de Trump tem uma data limite clara: terça-feira, dia 7. O presidente americano batizou a possível ação de “Dia da Usina Elétrica e Dia da Ponte, tudo junto”, indicando que a **infraestrutura essencial do Irã** seria o foco principal de um eventual ataque. Essa declaração surge um dia após o Irã ter rejeitado o prazo de 48 horas imposto por ele no sábado (4).
Estreito de Ormuz: rota vital e impacto econômico global
Por trás da escalada retórica está o **Estreito de Ormuz**, que foi bloqueado pelo regime iraniano desde 28 de fevereiro. Este bloqueio ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação conjunta contra o Irã. A importância estratégica da passagem é inegável, com **20% de todo o petróleo do mundo** transitando por ali.
Desde o fechamento, o preço do barril de petróleo registrou um aumento significativo, saltando de US$ 72 para aproximadamente US$ 109. Essa elevação nos custos do petróleo já se reflete nas bombas de gasolina em todo o planeta, afetando diretamente os consumidores, incluindo o eleitorado americano que se prepara para as eleições de novembro.
Irã acusa EUA de crimes de guerra e imprudência
Do outro lado da disputa, o Irã não ficou em silêncio. Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, declarou que Trump **”não ganhará nada com crimes de guerra”**. Ele acusou os Estados Unidos de agirem de forma imprudente, seguindo as orientações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Segundo Ghalibaf, as ameaças americanas estão empurrando Washington para um **”inferno na Terra”**, uma situação que, em sua visão, **afetará toda a região**. A retórica inflamada de ambos os lados aumenta a apreensão sobre os próximos passos e as consequências para a estabilidade global e regional.