Caiado sobre Flávio Bolsonaro: "Não trabalho com likes, mas com entrega" e foca em "cirurgia" para governar

Caiado sobre Flávio Bolsonaro: “Não trabalho com likes, mas com entrega” e foca em “cirurgia” para governar

Resumo

Caiado se distancia de Flávio Bolsonaro e prega “entrega” na política, focando em resultados e não em popularidade nas redes sociais

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), marcou sua posição no cenário político nacional ao afirmar que seu foco como governante é a entrega de resultados concretos, distanciando-se de uma abordagem baseada em popularidade nas redes sociais. A declaração, feita em entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL, foi interpretada como uma alfinetada ao também pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL).

Caiado enfatizou sua trajetória política, descrevendo-se como alguém que “não trabalha com grito, polarização e likes”. Ele se comparou a um “cirurgião”, ressaltando a necessidade de “cuidar de vidas e proteger as pessoas”, o que, segundo ele, é a essência de uma boa gestão. Essa analogia busca transmitir uma imagem de responsabilidade e foco na resolução de problemas.

O político goiano detalhou sua visão de governo, baseada em experiências anteriores. “E é assim que eu governei o meu Estado [Goiás], ou seja, cuidando das pessoas. Dando entrega, melhor educação e segurança pública, desenvolvimento da capacidade de implantação de indústrias, de inteligência artificial, de pesquisa”, acrescentou. A fala de Caiado foi divulgada em meio a discussões sobre a sucessão presidencial e a forma como os pré-candidatos se posicionam para conquistar o eleitorado.

Caiado critica gestão do PL e aposta na vitória contra o PT no segundo turno

O ex-governador de Goiás também comentou o cenário eleitoral, sugerindo que o Partido dos Trabalhadores (PT) não teria retornado ao Planalto em 2022 se o Partido Liberal (PL) tivesse apresentado uma “boa gestão”. Caiado se declarou um “democrata na essência” e garantiu que respeitará o resultado das urnas, demonstrando compromisso com o processo democrático.

Em relação a possíveis confrontos eleitorais, o pré-candidato expressou confiança. “Qualquer um ganha do PT no 2º turno”, afirmou. No entanto, ele levantou questionamentos sobre a capacidade de quem chega ao segundo turno: “Mas esse qualquer um que entrar, ele vai governar? Ele tem autoridade moral para governar? Ele sabe governar? Ele conhece a liturgia do cargo?”, indagou, reforçando sua própria experiência como legislador e chefe do Executivo estadual.

Críticas ao STF e propostas de reforma no Judiciário

Ronaldo Caiado também abordou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo uma postura mais proativa da Corte em relação à conduta de seus ministros. Diante da crise aberta pela investigação do Banco Master, ele sugeriu que o STF “tem que cortar na carne”.

“O STF tem que dar à sociedade a resposta que ela espera de cada poder. Ou seja, se existe qualquer dúvida do comportamento, essas pessoas devem ser afastadas para que provem ou não sua inocência, mas sem estar ali na condição de ministro do Supremo”, declarou. Caiado ressaltou que essa medida deveria partir da própria instituição, pois o impeachment de ministros é de responsabilidade do Senado Federal.

O político argumentou que “uma coisa é a instituição Supremo cortar na própria carne. O segundo momento [impeachment de ministros] não depende do Supremo”. Ele ainda alertou que um presidente da República não pode governar “sem o Congresso e sem o Supremo”, ressaltando a importância do equilíbrio entre os poderes. Como propostas de reforma, Caiado defendeu a criação de mandatos de 10 anos para ministros do STF e o aumento da idade mínima para indicação ao cargo, de 35 para 60 anos.

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