Médicos de Bolsonaro informam ao STF sobre “discreta melhora” e evolução “satisfatória” de seu estado de saúde.
Profissionais que acompanham a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminharam, nesta sexta-feira (10), ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatórios que indicam uma “discreta melhora” em seu quadro clínico. A evolução foi considerada “satisfatória” pelos médicos.
Os documentos enviados ao relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, incluem um boletim médico detalhado e um relatório fisioterapêutico. Ambos visam apresentar um panorama atualizado da condição de saúde do ex-chefe do Executivo.
Essas informações são cruciais para o acompanhamento da prisão domiciliar de Bolsonaro, autorizada pelo STF em março deste ano. Acompanhe os detalhes sobre o estado de saúde do ex-presidente.
Boletim Médico: Pressão Controlada, Mas Fadiga Persiste
De acordo com o boletim médico assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, a pressão arterial de Jair Bolsonaro está controlada. Foi registrado apenas um episódio de soluço, que não demandou medicação adicional, um indicativo positivo no controle de sua saúde cardiovascular.
Apesar desses avanços, o ex-presidente ainda apresenta queixas de fadiga e dores no ombro direito. Para o alívio desses sintomas, o uso de analgésicos é necessário, conforme relatado pelos médicos responsáveis pelo seu acompanhamento.
Fisioterapia Intensiva para Recuperação Muscular e de Mobilidade
No aspecto físico, o fisioterapeuta Kleber de Freitas detalhou os exercícios aplicados. O foco tem sido o ganho muscular e a recuperação da “confiança” do paciente, visando a melhora da dor e da mobilidade do ombro direito.
Essas intervenções preparatórias são consideradas “pré-operatórias”, com o objetivo de controlar a dor, melhorar o equilíbrio e a funcionalidade geral. Bolsonaro tem se dedicado à fisioterapia três vezes por semana.
Rotina de Reabilitação e Prisão Domiciliar
Além da fisioterapia, Jair Bolsonaro segue com rigor as sessões de reabilitação cardiorrespiratória, que ocorrem seis vezes por semana. Essa rotina intensiva demonstra o empenho na recuperação de sua saúde.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no ano passado, em decorrência de um processo relacionado a uma suposta tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o Hospital DF Star, em Brasília, no dia 27 de março, para cumprir prisão domiciliar em sua residência.
A autorização para a prisão domiciliar, válida por 90 dias, foi concedida por Alexandre de Moraes, levando em consideração o seu estado de saúde. Antes disso, o ex-presidente estava detido na Papudinha, também na capital federal.