Ministro da Fazenda Alerta: Classificar PCC e CV como Terroristas Pode Prejudicar o Mercado e Turismo no Brasil

Ministro da Fazenda Alerta: Classificar PCC e CV como Terroristas Pode Prejudicar o Mercado e Turismo no Brasil

Resumo

Ministro da Fazenda expressa receio sobre impacto econômico de classificar facções como terroristas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou nesta sexta-feira (17) sua preocupação com as possíveis consequências negativas para o mercado financeiro e o turismo no Brasil caso o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas.

A declaração surge em um momento de intensas discussões sobre a categorização dessas facções, especialmente com o governo de Donald Trump nos Estados Unidos defendendo essa mudança de classificação. Durigan enfatizou que, embora as facções sejam criminosas e devam ser combatidas, o rótulo de terroristas pode trazer efeitos indesejados para a economia brasileira.

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula, tem descartado a ideia de classificar o PCC e o CV como terroristas, temendo que tal medida possa abrir precedentes para intervenções externas em território nacional. A posição do ministro reforça a cautela do governo em relação a essa denominação. A informação foi divulgada pelo ministro após uma reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Washington.

Posicionamento do Ministro e Relações com os EUA

Em Washington, Durigan declarou que a classificação como terroristas “não parece devido” e que a medida “pode ter impacto no mercado financeiro, pode ter impacto no turismo, e isso é ruim”. Ele reiterou que as facções são “organizações perigosas, criminosas, que têm que ser enfrentadas com rigor da lei”, mas não se encaixam, em sua visão, na definição de organizações terroristas.

Cooperação em Segurança e Combate ao Crime Transnacional

O ministro Durigan esclareceu que o tema da classificação de terrorismo não foi abordado diretamente com as autoridades americanas durante a agenda em Washington. Ele destacou que a conversa com os norte-americanos se concentrou no sucesso da recente ampliação da parceria entre a Receita Federal do Brasil e a agência de fronteiras dos Estados Unidos, o U.S. Customs and Border Protection (CBP).

Essa cooperação ampliada visa fortalecer o combate ao crime transnacional, integrando esforços de inteligência e operações conjuntas. O objetivo principal é **interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes**, o que, segundo Durigan, é uma forma eficaz de coibir a entrada de armas no país e combater o crime organizado.

Temores Econômicos e a Necessidade de Combate ao Crime

A possibilidade de classificar o PCC e o CV como terroristas gera apreensão no governo brasileiro, que teme uma desvalorização da imagem do país no exterior. Isso poderia afetar diretamente o fluxo de turistas e investidores, impactando setores vitais da economia. A posição do ministro da Fazenda ressalta a importância de **equilibrar o combate rigoroso à criminalidade com a manutenção da estabilidade econômica e da confiança internacional**.

O governo Lula busca alternativas para lidar com as facções criminosas, priorizando o fortalecimento das leis e das instituições de segurança pública, sem recorrer a medidas que possam ter efeitos colaterais negativos na economia. A cooperação internacional, como a firmada com os EUA, é vista como um caminho promissor para enfrentar esses desafios de forma eficaz e segura.

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