Chanceler do Irã na China: Parceria "mais forte que nunca" e críticas à guerra ocidental

Chanceler do Irã na China: Parceria “mais forte que nunca” e críticas à guerra ocidental

Resumo

Irã e China estreitam laços em Pequim, com chanceleres prometendo “parceria mais forte que nunca” em meio a tensões globais.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim, sinalizando um fortalecimento significativo da cooperação bilateral. Araghchi descreveu a China como um “amigo sincero de Teerã”, projetando que a colaboração entre os dois países será “mais forte do que nunca” no futuro próximo.

O encontro ocorre em um momento delicado, com os Estados Unidos acusando a China de financiar o terrorismo ao importar petróleo iraniano. A declaração partiu do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que afirmou que a China, ao comprar cerca de 90% da energia iraniana, estaria sustentando o “maior patrocinador estatal do terrorismo”.

Apesar das acusações, os EUA pediram a colaboração de Pequim para a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o trânsito de petróleo e gás natural liquefeito. Conforme informações divulgadas por agências iranianas, a conversa entre Araghchi e Wang Yi abordou também as negociações em curso para encerrar o conflito. O Irã declarou que só aceitará um acordo “justo e abrangente”.

China apela por cessar-fogo e critica ofensiva ocidental

Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Yi expressou o desejo de Pequim de que “as partes envolvidas respondam o mais rápido possível aos fortes apelos da comunidade internacional” para normalizar a navegação no Estreito de Ormuz. O chanceler chinês enfatizou que “uma cessação abrangente das hostilidades não admite demora, e que reiniciar a guerra é ainda mais indesejável”.

Direito nuclear iraniano e “ofensiva ilegítima”

Wang Yi também ressaltou que a China “aprecia o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares”, ao mesmo tempo em que reconhece o “direito legítimo ao uso pacífico da energia nuclear” por parte de Teerã. A China classificou a ofensiva americana e israelense, iniciada sob o argumento de que o Irã estaria perto de obter armas nucleares, como “ilegítima”. Teerã, por sua vez, sempre sustentou que seu programa nuclear tem finalidades pacíficas.

Jornada diplomática inclui visita à Rússia

Antes de sua viagem à China, Abbas Araghchi esteve na Rússia, onde se encontrou com o presidente Vladimir Putin em São Petersburgo, no final de abril. Essa visita reforça a estratégia iraniana de fortalecer laços com adversários geopolíticos dos Estados Unidos, ampliando sua rede de alianças em um cenário internacional complexo e de crescentes tensões diplomáticas.

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