Suécia Abandona "Islamofobia" em Defesa da Liberdade de Expressão e Busca Pressionar UE e ONU

Suécia Abandona “Islamofobia” em Defesa da Liberdade de Expressão e Busca Pressionar UE e ONU

Resumo

Suécia deixa de usar o termo “islamofobia”, defendendo liberdade de expressão

A ministra de Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, anunciou uma mudança significativa na política de vocabulário do governo. A Suécia pretende abandonar o termo “islamofobia”, bem como o conceito subjacente, com o objetivo de reforçar a liberdade de expressão no país.

Em vez de “islamofobia”, Estocolmo passará a defender o uso de expressões mais precisas, como “ódio antimuçulmano”. Essa decisão marca uma ruptura com a linguagem predominante nas últimas décadas e pode influenciar debates públicos além das fronteiras suecas.

A justificativa para a mudança é que acusações de islamofobia têm sido usadas globalmente para silenciar críticas a doutrinas e práticas islamistas. A ministra Stenergard, figura influente do Partido Moderado, conhecida por sua linha intransigente na imigração, agora leva essa coerência para o plano internacional, buscando que a União Europeia e as Nações Unidas sigam o exemplo sueco.

Pressão Internacional e o Conceito de “Islamofobia”

Tanto a União Europeia quanto as Nações Unidas adotaram o conceito de islamofobia. As Nações Unidas instituíram em 2022 o Dia Internacional para Combatê-la e nomearam um enviado especial para o tema. A UE, por sua vez, financiou projetos e produziu relatórios que tratam o fenômeno como uma emergência de primordial importância para o continente.

A Organização da Cooperação Islâmica (OCI), que reúne 57 Estados de maioria muçulmana, mantém um Observatório sobre a Islamofobia há anos, produzindo diversos relatórios sobre o assunto. A escolha do termo “islamofobia” ganhou força globalmente, sendo celebrada em datas como o Dia Internacional de Combate à Islamofobia, em 15 de março, e o “Mês de Consciência sobre a Islamofobia” no Reino Unido, especialmente em universidades.

Origens e Uso Estratégico do Termo

A decisão sueca foi impulsionada por cobranças dos Democratas Suecos, que argumentam que o termo “islamofobia” é frequentemente usado para silenciar críticas a doutrinas islamistas, prescrições da Sharia ou aspirações políticas. O deputado Richard Jomshof acusou colegas e jornalistas de terem “mordido a isca islamista”.

Analistas apontam que o termo “islamofobia” foi habilmente promovido por redes islamistas para equiparar a contestação da ideologia islamista ao ódio racial, efetivamente calando vozes dissonantes. O conceito tem raízes ideológicas na Irmandade Muçulmana, organização considerada terrorista por diversos países.

Combate à Infiltração Islamista na Suécia

A iniciativa de Estocolmo se insere em uma tentativa mais ampla de combater a infiltração islamista na sociedade sueca. Um relatório do Ministério do Interior francês em maio de 2025 destacou a “presença ativa” da Irmandade Muçulmana na Suécia, apesar de suas dimensões reduzidas, ressaltando sua influência sobre estruturas europeias do movimento.

Segundo o relatório, essa influência se deve a financiamentos do Catar, à tolerância das políticas multiculturais suecas e a bons relacionamentos com partidos locais, especialmente os Social-Democratas. Em resposta, o governo sueco abriu em outubro de 2025 uma investigação oficial sobre a infiltração islamista no país.

Reação Governamental e Contexto Social

A ministra da Educação e Integração, Simona Mohamsson, declarou em entrevista que o islamismo político ganhou terreno na Suécia, apoderando-se de bairros, escolas e serviços sociais, com risco de controle de partidos políticos. Ela enfatizou que o islamismo busca a Sharia em vez de constituições e segregação em vez de integração.

O abandono do termo “islamofobia” também ocorre após anos de pressão dos Democratas Suecos, que foram rotulados como “racistas” e “islamofóbicos” por denunciarem as consequências do fluxo migratório muçulmano. A Suécia, que acolheu um grande número de imigrantes per capita, tem enfrentado desafios como sociedades paralelas, “no-go zones”, colapso do bem-estar social e aumento da criminalidade organizada, problemas que muitos preferiram ignorar por medo de serem rotulados como islamofóbicos.

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