EUA realizam novos bombardeios contra alvos no Irã em meio a negociações de paz e alerta de Trump
Forças militares dos Estados Unidos no Oriente Médio realizaram nesta quarta-feira (27) novos ataques contra alvos dentro do Irã. Os bombardeios tiveram como alvo uma instalação militar iraniana considerada uma ameaça às tropas americanas e ao tráfego comercial no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo, segundo disseram fontes da Casa Branca à CBS News e à agência Reuters.
Os ataques desta quarta-feira ocorrem dias após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) bombardear locais de lançamento de mísseis numa cidade portuária do Irã e embarcações iranianas que tentavam instalar minas na região do Estreito de Ormuz. Na ocasião, os militares americanos classificaram a operação como uma “ação defensiva” para proteger tropas dos EUA e garantir a segurança da navegação internacional.
Conforme informação divulgada pela CBS News e Reuters, os novos ataques aconteceram enquanto EUA e Irã seguem negociando um possível acordo para encerrar de forma definitiva a guerra iniciada em 28 de fevereiro. O presidente Donald Trump alertou que Washington poderá voltar a intensificar os ataques caso não haja um acordo.
Ataques defensivos e interceptação de drones
De acordo com uma autoridade americana ouvida pela Reuters sob condição de anonimato, os ataques desta quarta também foram uma “ação defensiva”. A mesma fonte afirmou que militares americanos também interceptaram e derrubaram nesta quarta drones iranianos que representariam risco semelhante à navegação e às forças americanas na região.
As autoridades americanas consideram que os novos ataques não rompem o frágil cessar-fogo em vigor. A intenção é demonstrar firmeza e proteger os interesses dos EUA na região, especialmente em relação à segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Trump adverte sobre negociações e Estreito de Ormuz
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante reunião de gabinete na Casa Branca que o Irã está “negociando no limite” e alertou que Washington poderá voltar a intensificar os ataques caso não haja um acordo para o fim da guerra. “Eles querem muito fazer um acordo. Até agora, não chegaram lá. Não estamos satisfeitos com isso, mas estaremos, ou então teremos que simplesmente terminar o trabalho”, declarou Trump.
Trump também rejeitou qualquer possibilidade de o Irã ou Omã controlarem o Estreito de Ormuz em um eventual acordo de paz. Segundo o presidente americano, “ninguém vai controlar” a passagem marítima. “São águas internacionais”, afirmou durante a reunião de gabinete, reforçando a posição dos EUA sobre a liberdade de navegação.
EUA defendem solução negociada, mas com ressalvas nucleares
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou no encontro que Washington continua defendendo uma solução negociada, mas reiterou que o governo Trump não aceitará que o Irã mantenha capacidade de produzir armas nucleares. Segundo Rubio, houve “algum progresso” nas conversas diplomáticas nos últimos dias, indicando que as negociações seguem em curso.
A posição dos EUA é clara: busca por um acordo que garanta a paz e a segurança regional, sem permitir que o Irã desenvolva armamentos nucleares. A diplomacia é o caminho preferencial, mas ações militares defensivas permanecem como opção para proteger seus interesses e aliados.