Uso de jatos de luxo por Alexandre de Moraes e esposa vira notícia; política e Judiciário em foco
Documentos recentes trouxeram à tona o uso de jatos executivos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. O casal realizou viagens em aeronaves associadas a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em um total de oito ocasiões entre maio e outubro de 2025.
A apuração jornalística detalha que sete desses deslocamentos foram feitos com a Prime Aviation, empresa especializada em compartilhamento de itens de luxo. É relevante notar que Daniel Vorcaro possuía participação societária na companhia por meio do fundo Patrimonial Blue, o que intensifica os questionamentos sobre a relação.
As aeronaves da Prime Aviation possuem autorização para operar como táxi aéreo, mas o volume de patrimônio envolvido e a proximidade entre os ativos do empresário e a logística de transporte do magistrado do STF chamam a atenção. A ligação se estende, inclusive, à residência ocupada por Vorcaro em Brasília, que pertence à mesma empresa de aviação executiva, conforme registros obtidos.
Articulações políticas: Novo mira chapa com Zema e Flávio Bolsonaro
Em paralelo a essas revelações, o partido NOVO intensifica articulações nos bastidores políticos visando a eleição presidencial de 2026. A cúpula da legenda trabalha para viabilizar o nome de Romeu Zema, governador de Minas Gerais, como candidato a vice-presidente.
O objetivo principal dessa estratégia é formar uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), buscando unir forças políticas e consolidar Zema em um projeto eleitoral de destaque nacional. Figuras influentes do NOVO, como Deltan Dallagnol e Marcel van Hattem, lideram as negociações com o PL.
Fachin defende responsabilização de juízes e a importância da credibilidade das instituições
Em outro desenvolvimento, o presidente do STF, Edson Fachin, fez uma declaração contundente sobre a conduta do Judiciário. Fachin afirmou que os magistrados também cometem falhas e precisam ser responsabilizados por elas, assim como ocorre com parlamentares e gestores públicos.
Durante sua fala, o ministro ressaltou a importância da prestação de contas e da transparência, defendendo que todos os agentes do Estado devem arcar com as consequências de suas ações ou omissões. Segundo Fachin, aceitar críticas e responder pelos próprios erros é fundamental para preservar a credibilidade das instituições judiciárias.