Cuba Ameaçada Pelos EUA: Regime Libera Petróleo e Gás para Privados em Nova Reforma Econômica

Cuba Ameaçada Pelos EUA: Regime Libera Petróleo e Gás para Privados em Nova Reforma Econômica

Resumo

Cuba sob pressão dos EUA: Abertura econômica permite exploração privada de petróleo e gás

O regime cubano anunciou uma **significativa flexibilização em seu modelo econômico**, permitindo a atuação de empresas privadas, tanto nacionais quanto estrangeiras, na **extração de petróleo e gás natural** a partir de agosto. A decisão, publicada no Diário Oficial da República, surge em um contexto de **crescentes pressões dos Estados Unidos** sobre a ilha.

Esta medida faz parte de um pacote de **176 reformas econômicas e sociais aprovadas em junho passado**, com o objetivo de **liberalizar e descentralizar a economia cubana**, que enfrenta uma profunda crise. Embora a abertura seja vista como um passo importante, o governo mantém o **controle estatal sobre setores considerados estratégicos**.

A nova regulamentação visa **ampliar as áreas de atuação do setor privado**, que até então enfrentava restrições em 125 atividades. Com a mudança, 46 destas atividades são agora permitidas, e outras 35 tiveram suas condições de operação flexibilizadas. Conforme divulgado no Diário Oficial, a **extração de petróleo bruto e gás natural** poderá ser realizada por meio de concessões administrativas para parcerias econômicas e empreendimentos conjuntos, incluindo investimento estrangeiro.

Setor Privado Ganha Espaço em Diversas Áreas

A nova legislação cubana autoriza a **mineração em pequena escala**, a fabricação de produtos químicos e farmacêuticos básicos, a montagem de veículos e a construção de embarcações para pesca comercial. Além disso, entidades não estatais poderão gerir e vender eletricidade proveniente de fontes renováveis, gerenciar resíduos sólidos urbanos e participar da operação de postos de gasolina, embora trabalhadores autônomos sejam excluídos desta última atividade.

Outras áreas que experimentarão maior liberdade para a iniciativa privada incluem a **administração de terminais, estações ferroviárias, rodovias e pedágios**, através de concessões e arrendamentos de bens estatais. A operação de marinas e certos serviços relacionados ao transporte aéreo também poderão ser autorizados sob condições semelhantes, mas o transporte marítimo internacional, turístico e de cruzeiros permanece sob gestão estatal.

Saúde e Farmacêutica: Um Campo com Novas Oportunidades

No setor da saúde, uma das mudanças mais notáveis é a autorização para que empresas privadas, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e cooperativas possam oferecer **serviços farmacêuticos, oftalmológicos, de assistência e reabilitação**. Apesar disso, os cuidados médicos e odontológicos essenciais permanecem reservados ao sistema público cubano.

Lázara Mercedes López Acea, presidente do Instituto Nacional de Atores Econômicos Não Estatais, destacou que, embora as empresas estatais socialistas mantenham seu papel central, o regime busca **ampliar a participação de atores não estatais** na economia.

Monopólio Estatal Persiste em Comunicações e Educação

Apesar da abertura em outros setores, o regime cubano mantém **restrições severas na área de comunicação**. O decreto proíbe explicitamente que entidades não estatais publiquem jornais, livros ou revistas, bem como a criação de editoras ou agências de notícias. O Estado continuará com **domínio completo sobre transmissões de rádio e televisão**, serviços essenciais de telecomunicações e acesso à internet.

Na educação, a **iniciativa privada continua impedida de oferecer instrução formal** com qualificações ou certificações oficiais, e a criação de faculdades também é proibida. Essas restrições evidenciam a estratégia do governo cubano de **controlar áreas consideradas sensíveis para a ideologia e a soberania nacional**, mesmo diante da necessidade de reformas econômicas impulsionadas pela pressão externa e pela crise interna.

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