Tensões aumentam: EUA acusam China de financiar terrorismo ao comprar petróleo do Irã e pedem ajuda para reabrir Estreito de Ormuz
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, lançou uma grave acusação contra a China, afirmando que o país está financiando o terrorismo ao continuar comprando petróleo do Irã. A declaração surge em um momento de escalada nas tensões entre Washington e Teerã, especialmente no que diz respeito à segurança do estratégico Estreito de Ormuz.
Em entrevista à Fox News, Bessent detalhou a acusação, enfatizando que o Irã é o maior patrocinador estatal do terrorismo e que a China, ao adquirir cerca de 90% da energia iraniana, estaria diretamente financiando essa atividade. A declaração foi feita em meio a uma operação americana para garantir a livre passagem de navios comerciais na vital rota marítima.
Apesar da forte acusação, Bessent fez um apelo para que Pequim colabore com os esforços internacionais para a reabertura do Estreito de Ormuz. Essa passagem, por onde transitava aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes de 28 de fevereiro, tem sido alvo de bloqueios pelo regime iraniano, exacerbando a crise na região. A informação foi divulgada pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
Projeto Liberdade visa garantir a navegação em Ormuz
O Projeto Liberdade, iniciativa lançada pelos Estados Unidos, tem como objetivo principal escoltar e guiar navios comerciais que se encontram retidos na região do Estreito de Ormuz, buscando assegurar a retomada do fluxo de embarcações. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou que está oferecendo amplo apoio militar para esta operação.
Esse suporte militar inclui o emprego de destróieres de mísseis guiados, mais de cem aeronaves militares da Força Aérea e da Marinha, plataformas não tripuladas e um contingente de 15 mil militares. A ação americana visa neutralizar as ameaças iranianas e restabelecer a segurança na passagem marítima.
Irã responde com ameaças a navios comerciais
Em resposta direta à operação americana, o Irã declarou que poderá visar navios comerciais que tentarem transitar pelo Estreito de Ormuz sem a devida coordenação com as autoridades iranianas. Essa postura aumenta o risco de conflitos na região, colocando em xeque o cessar-fogo que vigorava desde 7 de abril.
Relatos sobre novos ataques na área, divulgados por Washington e Teerã na mesma segunda-feira, intensificam as preocupações sobre a instabilidade no Estreito de Ormuz. A situação exige atenção internacional, especialmente considerando o impacto global no fornecimento de energia.
Presidente Trump se reunirá com Xi Jinping em Pequim
Em um desenvolvimento diplomático relevante, o presidente americano Donald Trump tem viagem marcada para Pequim na próxima semana, onde se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping. A reunião pode ser uma oportunidade para discutir as acusações de financiamento ao terrorismo e buscar um alinhamento sobre a segurança do Estreito de Ormuz.
A pressão americana sobre a China para que cesse suas compras de petróleo iraniano e, ao mesmo tempo, coopere para a segurança da navegação, coloca Pequim em uma posição delicada. As decisões tomadas durante o encontro entre Trump e Xi Jinping poderão ter implicações significativas para a geopolítica energética e as relações internacionais.