FAB mantém sigilo sobre custos de voo de Hugo Motta para Angra dos Reis no Réveillon
A Força Aérea Brasileira (FAB) tomou a decisão de colocar sob sigilo, por um período de cinco anos, os custos operacionais de um voo que transportou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de João Pessoa (PB) ao Rio de Janeiro, com destino final em Angra dos Reis (RJ). A informação foi solicitada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, utilizando a Lei de Acesso à Informação (LAI).
Apesar da reserva sobre os gastos totais da operação, a FAB divulgou o valor das diárias destinadas à tripulação: R$ 1.580. Os militares operaram uma aeronave com capacidade para 11 passageiros, que partiu da capital paraibana em 26 de dezembro, rumo ao balneário fluminense, para as celebrações de réveillon.
A identidade dos demais passageiros que acompanharam o presidente da Câmara permanece desconhecida, pois a própria Câmara dos Deputados declarou a lista de passageiros como sigilosa em janeiro. Durante o período de festas de fim de ano, Hugo Motta e seus acompanhantes estiveram hospedados em uma residência alugada em um condomínio de luxo na região de Angra dos Reis.
Detalhes da Viagem e Hospedagem em Angra dos Reis
O local escolhido para a estadia de Motta e aliados em Angra dos Reis é conhecido por sua exclusividade. O condomínio de luxo no Frade oferece comodidades diferenciadas, incluindo acesso privativo a uma cachoeira através de uma trilha interna. A escolha por este tipo de acomodação reforça o caráter da viagem.
A justificativa oficial para o uso de aeronaves da FAB por autoridades em viagens que podem ser consideradas de caráter pessoal é geralmente baseada em motivos de “segurança institucional”. Essa prerrogativa visa garantir a proteção e a operacionalidade dos representantes do poder público.
Transparência e Lei de Acesso à Informação em Debate
O sigilo imposto pela FAB sobre os custos operacionais do voo levanta debates sobre a transparência na utilização de recursos públicos. A Lei de Acesso à Informação (LAI) foi criada para garantir o direito do cidadão de acessar informações públicas, mas decisões como essa podem gerar questionamentos.
A reportagem buscou contato com a FAB e com a assessoria de comunicação de Hugo Motta para obter mais detalhes e esclarecimentos sobre o caso. Até o momento, aguarda-se um retorno oficial sobre as informações solicitadas.