Filme "Dark Horse" sobre Bolsonaro tem pré-estreia em Las Vegas; Eduardo Bolsonaro defende lançamento mundial em inglês

Filme “Dark Horse” sobre Bolsonaro tem pré-estreia em Las Vegas; Eduardo Bolsonaro defende lançamento mundial em inglês

Resumo

Filme “Dark Horse” sobre Bolsonaro é exibido em Las Vegas, com Eduardo Bolsonaro defendendo lançamento global em inglês

O filme “Dark Horse”, que aborda a história de Jair Bolsonaro, teve sua pré-estreia em Las Vegas, nos Estados Unidos, na última segunda-feira (15). A exibição ocorreu durante o evento conservador “Fraud-Fighter Summit”, organizado pelo grupo UnAuthorized.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, participou de um dos painéis do congresso e destacou a importância da chamada “guerra cultural”. Segundo ele, “Dark Horse” tem potencial para se tornar um “pesadelo” para a esquerda, especialmente por ser produzido em inglês.

“É assim que esse tipo de coisa é, poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”, afirmou Eduardo Bolsonaro, conforme noticiado pelo jornal O Globo. A estratégia visa, segundo ele, impedir tentativas de censura e alcançar um público internacional.

Ação judicial contra “Dark Horse” no Brasil

Ao ser questionado sobre reações políticas ao filme, Eduardo Bolsonaro mencionou uma ação movida pelo Partido dos Trabalhadores na Justiça Eleitoral. O objetivo, segundo ele, era impedir a exibição de “Dark Horse” no Brasil antes das eleições de outubro de 2026. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, relembrou o ex-deputado. Ele não comentou as investigações sobre o financiamento da produção.

Financiamento de “Dark Horse” e a figura de Daniel Vorcaro

Segundo a produtora GoUP, Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, financiou mais de 90% da produção de “Dark Horse”. A relação entre Vorcaro e o filme veio à tona após reportagens do portal The Intercept, que publicou conversas entre o banqueiro e o senador Flávio Bolsonaro. Nesses diálogos, Flávio Bolsonaro cobrava o pagamento do patrocínio acordado para o filme.

As reportagens indicam que cerca de US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 60 milhões na cotação da época) teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Faltariam ainda R$ 136 milhões, que não foram repassados devido à Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro.

Defesa de Flávio Bolsonaro e minimização da polêmica

Em sua defesa, Flávio Bolsonaro argumentou que o dinheiro solicitado era privado e destinado a um filme igualmente privado, ressaltando que não houve uso da Lei Rouanet. Em um evento em São Paulo, ele tentou minimizar a questão do patrocínio, classificando a busca por recursos privados com Vorcaro como uma iniciativa sem irregularidades.

“A minha relação com ele foi única e exclusivamente por causa do filme. Eu vi as coisas pelo lado bom, porque não tem outra coisa para falar de mim, a não ser isso, que é algo que não tem absolutamente nada de errado. É uma relação privada, um investimento, e a pessoa teria um retorno”, declarou o senador.

Lançamento discreto e sem data definida no Brasil

A estreia de “Dark Horse” em Las Vegas ocorreu de forma discreta, no hotel Ahern. Eduardo Bolsonaro e seus aliados não fizeram grande alarde sobre a primeira exibição do filme. A produção, gravada em inglês, ainda não tem data de lançamento definida no Brasil, reforçando a estratégia de priorizar o alcance internacional.

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