Filme sobre Bolsonaro: R$ 134 milhões em produção, seria o mais caro da história do cinema brasileiro?

Filme sobre Bolsonaro: R$ 134 milhões em produção, seria o mais caro da história do cinema brasileiro?

Resumo

Filme sobre Bolsonaro: R$ 134 milhões em produção, seria o mais caro da história do cinema brasileiro?

Uma troca de mensagens divulgada pelo site Intercept nesta quarta-feira (13) trouxe à tona uma polêmica envolvendo o filme ‘Dark Horse’, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As conversas sugerem que o montante de produção da obra, estrelada por Jim Caviezel, poderia alcançar a cifra de R$ 134 milhões, o que, se confirmado, o tornaria o filme mais caro já feito no Brasil.

Segundo as informações vazadas, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria se comprometido a arcar com mais de R$ 61 milhões em dívidas de produção entre fevereiro e maio de 2025. O restante, que completaria o total de R$ 134 milhões, não teria sido transferido devido à Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do banqueiro.

Apesar da divulgação das mensagens, o senador Flávio Bolsonaro não negou os valores em um vídeo e nota divulgados nesta quarta-feira (13). Ele defendeu a obtenção de recursos privados para o filme, ressaltando que se trata de um projeto particular e que não houve uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet.

O que dizem os envolvidos na produção de ‘Dark Horse’

Em sua defesa, Flávio Bolsonaro afirmou: “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”. A GOUP Entertainment, empresa responsável pela produção do filme, com sede nos Estados Unidos, no entanto, nega ter recebido quaisquer recursos de Daniel Vorcaro ou do Banco Master.

Comparativo com os filmes mais caros do cinema nacional

Se os valores de R$ 134 milhões para ‘Dark Horse’ forem confirmados, o filme ultrapassaria com larga vantagem o orçamento de produções brasileiras de grande sucesso e reconhecimento internacional. A título de comparação, apresentamos alguns dos filmes nacionais com orçamentos mais elevados:

‘Central do Brasil’ e a força do cinema nacional

Um marco do cinema brasileiro, ‘Central do Brasil’ (1998), dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Montenegro, teve um orçamento estimado em US$ 2,2 milhões na época, o que equivaleria a aproximadamente R$ 22,1 milhões em maio de 2026. O filme foi indicado a três Oscars, incluindo Melhor Atriz para Montenegro.

‘Cidade de Deus’ e a realidade das favelas

Outro clássico, ‘Cidade de Deus’ (2002), dirigido por Fernando Meirelles, retrata o crescimento do crime organizado na favela de mesmo nome. Com um orçamento de US$ 3,3 milhões à época, o equivalente a cerca de R$ 30 milhões hoje, o filme recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.

Produções recentes e orçamentos milionários

Filmes mais recentes também demonstram altos investimentos. ‘Ainda Estou Aqui’ (2024), dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, teve um orçamento de R$ 45 milhões. Já ‘O Agente Secreto’ (2025), com direção de Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura no elenco, foi orçado em R$ 28 milhões. A ficção científica ‘Corrida dos Bichos’ (2025), com direção de Fernando Meirelles e Rodrigo Pesavento, também tem um orçamento de R$ 28 milhões.

‘Amazônia, Planeta Verde’ e a natureza em 3D

Em 2013, ‘Amazônia, Planeta Verde’, uma coprodução em 3D filmada na Amazônia, custou R$ 22 milhões. Corrigidos para os valores atuais, esses custos chegam a R$ 61,5 milhões, valor ainda significativamente inferior ao orçado para ‘Dark Horse’.

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