Geddel Vieira Lima é agredido em festa de Réveillon na Bahia e aciona a polícia; ex-ministro relata ataque por trás com gritos de "política tem que morrer"

Geddel Vieira Lima é agredido em festa de Réveillon na Bahia e aciona a polícia; ex-ministro relata ataque por trás com gritos de “política tem que morrer”

Resumo

Geddel Vieira Lima relata agressão em festa de Réveillon e registra boletim de ocorrência na Bahia

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) procurou a polícia após ser agredido em uma festa de Réveillon. O incidente ocorreu na noite de quinta-feira (1º), no condomínio de luxo Interlagos, em Camaçari, na Bahia, onde ele passava as festas de fim de ano com a família.

Segundo relatos do próprio ex-ministro, ele estava sentado com sua esposa quando um homem se aproximou por trás e o imobilizou com um golpe conhecido como “mata-leão”. O agressor teria proferido ameaças verbais durante o ataque.

A coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, divulgou imagens do ocorrido na sexta-feira (2). Geddel Vieira Lima informou que, após o ataque, buscou o síndico do condomínio e acionou as autoridades policiais para registrar o fato. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.

O ataque e a reação de Geddel Vieira Lima

Geddel Vieira Lima descreveu o momento da agressão em entrevista ao Metrópoles. Ele afirmou que estava em um momento de tranquilidade com sua esposa quando foi surpreendido pelas costas. “A realidade é que eu estava sentado com minha mulher quando uma pessoa se aproximou por trás e me deu uma espécie de mata-leão, dizendo: ‘Você tem que morrer, política tem que morrer'”, relatou o ex-ministro.

O emedebista expressou preocupação com a segurança, considerando que o agressor pode ser convidado de algum morador. “É um lugar que frequento há 30 anos. Como meus amigos, vou ter que andar com segurança”, comentou Geddel Vieira Lima, destacando a necessidade de precauções adicionais.

Antecedentes e histórico do ex-ministro

Geddel Vieira Lima tem uma trajetória política marcada por passagens em ministérios importantes. Ele foi ministro durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e também atuou nos governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). Sua carreira política também envolveu investigações e condenações.

Em 2017, a Polícia Federal encontrou cerca de R$ 51 milhões em um apartamento que teria sido vinculado ao ex-ministro, em um episódio que ficou conhecido como o “bunker” de Geddel. Ele chegou a ser preso naquele ano e, em 2019, foi condenado a 14 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Posteriormente, em 2021, o STF anulou parte da condenação referente à associação criminosa e à multa de R$ 51 milhões por danos morais. Em fevereiro de 2022, o ministro Edson Fachin concedeu liberdade condicional a Geddel Vieira Lima, permitindo que ele aguardasse em liberdade o andamento de outros processos.

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