TRE-CE adia julgamento sobre apoio da federação União-Progressista a Ciro Gomes
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) adiou, nesta quinta-feira (30), o julgamento de uma ação que busca a anulação da convenção estadual da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP. Essa convenção foi a responsável por oficializar o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Estado.
O caso, que gerou grande expectativa no cenário político cearense, foi retirado da pauta de uma sessão extraordinária e tem previsão de retorno para a próxima segunda-feira, dia 3. A decisão impacta diretamente a formação da chapa oposicionista.
A ação foi movida pelos diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas, liderados pelos deputados federais Moses Rodrigues e Antônio José Albuquerque, respectivamente. Eles contestam a validade da convenção, conforme informações divulgadas pela imprensa.
Disputa Estadual x Nacional pela Aliança Política
O cerne da disputa reside no fato de que os diretórios estaduais alegam que a convenção da federação desrespeitou as decisões individuais de cada partido. Anteriormente, tanto o União Brasil quanto o Progressistas no Ceará haviam decidido apoiar a tentativa de reeleição do atual governador, Elmano de Freitas (PT).
Caso o pedido seja acolhido pelo TRE-CE, a decisão que integrou a federação à coligação de Ciro Gomes pode ser invalidada. Além disso, as indicações de Roberto Cláudio, do União Brasil, para vice-governador, e do Capitão Wagner, também do União Brasil, para o Senado, na chapa tucana, também podem ser afetadas.
Direção Nacional da União Progressista Ratifica Apoio a Ciro Gomes
Em um movimento estratégico, a direção nacional da federação União-Progressista enviou um documento ao TRE-CE na véspera do julgamento. Nesse documento, a cúpula nacional ratificou as decisões da convenção estadual e sustentou a legalidade do apoio a Ciro Gomes.
A liderança nacional também solicitou a extinção da ação movida pelos diretórios estaduais. O argumento central é que os diretórios estaduais teriam recorrido a uma via judicial inadequada para contestar a validade da convenção, indicando um descompasso interno na federação.
O impasse evidencia uma clara disputa de poder entre as cúpulas estaduais e nacionais da federação. Enquanto as lideranças do União Brasil e do PP no Ceará defendem o alinhamento com Elmano de Freitas, a cúpula nacional da União Progressista manifestou seu respaldo à aliança com Ciro Gomes, buscando preservar, por ora, a composição da chapa oposicionista.