Gilmar Mendes confirma viagem em avião ligado a Daniel Vorcaro, empresário sob investigação
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou ter viajado em um avião pertencente à empresa Prime You, que tinha Daniel Vorcaro como um de seus sócios. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A viagem ocorreu em 1º de fevereiro de 2025, partindo do Mato Grosso com destino a Brasília. O deslocamento aconteceu logo após a posse de Chico Mendes, irmão do ministro, como prefeito de Diamantino, cidade considerada um reduto político da família no estado.
Em resposta ao jornal, Gilmar Mendes explicou que aceitou uma carona oferecida pelo empresário Marcos Molina, sendo acomodado na aeronave da Prime You. A notícia surge em meio a um escândalo envolvendo o compartilhamento de jatos e empresas ligadas a Daniel Vorcaro.
Ligação com o escândalo dos jatinhos
A Prime You é a mesma companhia de compartilhamento de jatos citada em reportagem anterior do jornal O Globo, que envolveu o deputado Nikolas Ferreira. Na ocasião, Ferreira afirmou não ter como prever futuras acusações contra Vorcaro.
A empresa Prime You confirmou a viagem ao Estadão, mas negou qualquer relação pessoal entre Marcos Molina e Daniel Vorcaro. Com Gilmar Mendes, o número de ministros do STF envolvidos em viagens com jatos ligados ao escândalo do Master chega a quatro.
Investigações e outras citações
Daniel Vorcaro é uma figura central nas investigações que apuram irregularidades no uso e compartilhamento de aeronaves. A menção do nome do ministro Gilmar Mendes adiciona mais um nome de peso ao caso.
A reportagem da Gazeta do Povo tentou contato com a assessoria do STF para obter um posicionamento oficial sobre o caso, mas não obteve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações de quaisquer partes envolvidas.
Contexto e repercussão no STF
O fato de mais um ministro do STF ser associado a viagens em jatinhos sob investigação gera intensa repercussão e levanta questionamentos sobre a conduta e a transparência no uso de tais serviços por autoridades públicas.
A situação reforça a necessidade de maior rigor e fiscalização em relação a benefícios e transportes utilizados por membros do Poder Judiciário, especialmente em casos que envolvem empresários e empresas sob escrutínio.