Venezuela: 17 presos políticos são libertados após familiares iniciarem greve de fome em protesto.
Em um desenvolvimento significativo na crise política venezuelana, 17 presos políticos foram libertados na madrugada deste sábado (14). A soltura ocorreu poucas horas após familiares dos detidos iniciarem uma greve de fome em frente à prisão conhecida como Zona 7, em Caracas.
A ação dos parentes visava exigir a libertação de todos os que estão detidos no local por razões políticas. A pressão surtiu efeito rápido, com o anúncio das libertações por parte do governo, que citou a Lei de Anistia como base para a medida.
No entanto, o movimento de protesto não cessou. As famílias declararam que a greve de fome continuará até que todos os presos políticos da Venezuela sejam soltos. A notícia foi divulgada pelo portal venezuelano Efecto Cocuyo, que acompanhou a mobilização.
Libertados incluem sindicalistas e jovens, segundo ONG
A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos confirmou a soltura de sete mulheres e dez homens. Entre os libertados estão figuras como José Elías Torres, secretário-geral da Confederação de Trabalhadores da Venezuela, e o sindicalista William Lizardo. Jovens como Gabriel Sánchez e Gilmary Alcalá, além de Zulma Lasala, mãe de Gilmary, também foram liberados.
Lei de Anistia em debate e número de detidos ainda alto
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, anunciou as libertações nas redes sociais, enquadrando-as na Lei de Anistia. Contudo, o projeto de lei de anistia enfrenta divergências no Parlamento, especialmente em um artigo que exige que os processados e condenados se apresentem à Justiça. O debate foi adiado para a próxima semana.
Ativistas seguem em greve de fome por liberdade total
Apesar da soltura de 17 pessoas, os familiares reafirmaram o compromisso com a greve de fome. Cartazes com a mensagem “Famílias em greve de fome” foram exibidos em frente à Zona 7, demonstrando a persistência do protesto. A demanda é clara: a libertação incondicional de todos os presos políticos no país.
Mais de 600 detidos por motivos políticos permanecem presos
Dados da ONG Foro Penal indicam que, mesmo com as recentes libertações, 644 pessoas ainda estão presas na Venezuela por motivos políticos. Desse total, 564 são homens e 80 são mulheres. O número reforça a urgência do movimento e a necessidade de continuidade nas ações pela liberdade.