Haddad pode ser candidato em SP a pedido de Lula, PT pressiona e cenário eleitoral se agita

Haddad pode ser candidato em SP a pedido de Lula, PT pressiona e cenário eleitoral se agita

Resumo

Haddad avalia candidatura em São Paulo sob influência de Lula e pressão do PT

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que pode concorrer a um cargo eletivo em São Paulo se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim desejar. Haddad tem demonstrado relutância em disputar a eleição deste ano, especialmente para o governo estadual, devido ao favoritismo do atual governador, Tarcísio de Freitas.

A definição sobre a candidatura de Haddad deve ocorrer em breve, possivelmente durante a agenda de Lula em São Paulo nesta terça-feira. O ministro afirmou que tem analisado os cenários apresentados pelo presidente, com quem tem uma longa amizade, e que chegarão a um denominador comum.

“Manifestei desde o começo do ano que não tinha a intenção de participar do pleito deste ano. O presidente tem desenhado os cenários em que minha participação seria necessária e eu, evidentemente, sendo um amigo de tantos anos, não posso prescindir da opinião dele e desconsiderar a opinião dele sobre isso. Eu estou analisando, ele [Lula] também. Nós vamos chegar a um denominador comum”, disse Haddad a jornalistas na USP. A declaração foi divulgada pelo portal G1.

Pressão do PT e o futuro de Geraldo Alckmin

Além da orientação de Lula, o Partido dos Trabalhadores (PT) também tem pressionado Haddad a se candidatar em São Paulo, mesmo que o objetivo principal não seja a vitória. A sigla acredita que sua candidatura pode fortalecer o palanque de Lula no estado, impulsionando a campanha presidencial petista.

Haddad declarou estar atento às preocupações com o país e às possibilidades e riscos do cenário político. “Estou analisando os cenários, o quadro. Evidentemente que eu tenho minhas preocupações com o país onde eu moro. Estamos sempre atentos para os riscos e as possibilidades”, completou.

Alckmin no Senado e a relação com o PSB

Paralelamente, o PT também tem buscado viabilizar uma candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin ao Senado pelo estado. No entanto, o PSB, partido de Alckmin, demonstra restrições, preferindo que ele permaneça como vice na chapa de reeleição de Lula. Jonas Donizette, líder do PSB na Câmara, criticou a postura do PT, considerando-a injusta com Alckmin, a quem descreveu como um vice leal.

“Eu tenho certeza que ele continua de vice. Acho injusto o que estão fazendo com ele. Um vice desleal não mereceria o que ele está vivendo. Ainda mais um vice leal como ele”, afirmou Donizette em entrevista ao Estadão. A manutenção da parceria entre PT e PSB foi reforçada em reunião entre o presidente nacional do PSB, João Campos, e Lula.

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