Irã sem Khamenei: Quem assume o poder e o que Trump espera para o futuro do país persa?

Irã sem Khamenei: Quem assume o poder e o que Trump espera para o futuro do país persa?

Resumo

Irã em Xeque: A sucessão de Khamenei e os planos de Trump para o futuro do país

O Irã vive um momento de profunda incerteza política após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em um ataque coordenado atribuído às forças americanas e israelenses. A perda de Khamenei abriu um vácuo de poder em um país já abalado por conflitos regionais e pela pressão internacional.

Neste cenário de crise, a figura de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional, ganha destaque como uma das autoridades mais influentes do regime. Sua atuação nos bastidores e sua postura firme contra os EUA indicam um possível papel central na transição política iraniana.

A situação no Irã também atrai a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que expressou seu desejo de influenciar a escolha do próximo líder iraniano. Conforme informações divulgadas pelo jornal The New York Times, Trump já teria descartado nomes como Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo, considerando-o “fraco”. A ambição americana é evitar um novo conflito na região em cinco anos e promover uma mudança de rumo no país persa.

Ali Larijani: O Guardião do Regime em Tempos de Crise

Ali Larijani, homem de confiança do aiatolá Ali Khamenei, emergiu como uma figura chave na segurança iraniana. Ele foi encarregado de garantir a sobrevivência do regime e, segundo fontes citadas pelo The New York Times, já exercia influência nos bastidores durante as negociações que antecederam o conflito.

Larijani, que enfrentou sanções de Washington por seu papel na repressão a protestos, possui um histórico de negociações nucleares com os EUA e estreitou laços com Rússia e China. Embora não possua os requisitos religiosos para suceder Khamenei como líder supremo, sua trajetória política e sua influência no Conselho de Segurança Nacional o posicionam como um forte candidato a manter a estrutura de poder vigente.

A Estrutura de Poder e a Busca por Continuidade

Apesar do abalo pela morte de Khamenei, o regime iraniano demonstra resiliência. A agência estatal IRNA informou que o presidente, o chefe do Judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiões assumiriam o comando durante o período de transição. Nomes como Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, Ali Asghar Hejazi e Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, também circulam como figuras influentes.

O filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, é apontado como um forte nome nas discussões sobre o futuro do país, apesar de seu pai ter vetado a sucessão hereditária. A dinâmica de poder no Irã é complexa, envolvendo clérigos, militares e figuras políticas com diferentes níveis de influência.

Trump e a Influência Americana na Sucessão Iraniana

Donald Trump declarou à Axios que os Estados Unidos precisam estar envolvidos na escolha do novo líder iraniano, comparando a situação à da Venezuela, onde, segundo ele, o regime permaneceu no poder sob o comando de Delcy Rodríguez. O presidente americano enfatizou a necessidade de um líder que rompa com a política de Khamenei para evitar futuros conflitos.

Trump também minimizou a possibilidade de o príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi assumir o comando, preferindo um candidato “popular” e “alguém que esteja lá [no Irã]”. Essa postura indica uma estratégia americana de buscar uma mudança interna, mas sem necessariamente impor um líder externo.

Perspectivas de Futuro: Continuidade ou Crise Interna?

Eduardo Galvão, especialista em risco político, considera a ideia de um colapso imediato do regime iraniano simplista. Ele ressalta que o sistema é sustentado por uma estrutura institucional, militar e ideológica coesa, especialmente pela Guarda Revolucionária. Essa força, aliada à possível continuidade do regime, sugere que o futuro do Irã ainda é incerto.

Recentemente, as Forças Armadas do Irã anunciaram ataques contra posições curdas no Iraque, ampliando o conflito. Essa ação ocorreu após relatos da imprensa americana de que Trump estaria buscando apoio de líderes curdos para fomentar uma revolta interna contra o regime iraniano, embora a Casa Branca tenha negado o armamento de forças curdas com essa finalidade. A situação no Irã permanece tensa, com a estrutura do regime apenas estremecida.

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