Justiça de SP concede Habeas Corpus e determina soltura de vereador do PT sob investigação de lavagem de dinheiro e vínculo com o PCC
A desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), decidiu pela soltura do vereador paulistano Senival Moura, do PT. Ele era investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão da magistrada destaca a **ilegalidade na duração da prisão temporária** imposta ao vereador, que deveria ter sido de cinco dias, prorrogáveis por igual período, e não de 30 dias. Embora as investigações apontem para a gravidade da suposta vinculação com a facção criminosa, a desembargadora considerou que não há elementos que indiquem risco de perturbação das apurações ou de fuga do investigado.
Apesar da soltura, a magistrada ressaltou que o contexto da investigação exige a adoção de **outras medidas** para a coleta de provas e para garantir a segurança do processo. Conforme divulgado pelo diretório municipal do PT, o vereador se afastou temporariamente de suas atividades partidárias para se dedicar integralmente à sua defesa.
Operação ‘Última Parada’ e o bloqueio de bens
A investigação que levou à prisão de Senival Moura teve início com a **Operação ‘Última Parada’**. Essa operação foi deflagrada após o assassinato do diretor-presidente da Transunião Transportes S.A., Adauto Soares Jorge. A coleta de provas subsequente revelou a movimentação de aproximadamente **R$ 300 milhões em 2025**, o que culminou no bloqueio de bens e valores da empresa de transportes e de outros envolvidos.
Vereador alega inocência e confia na Justiça
Por meio de suas redes sociais, Senival Moura divulgou um discurso proferido na tribuna da Câmara de Vereadores, onde afirmou ter sido **”jogado aos leões”** e declarou sua inocência. O parlamentar enfatizou sua trajetória pública e expressou confiança de que a Justiça o absolverá das acusações.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Senival Moura. O espaço permanece aberto para manifestação sobre o caso.