Google é intimado a entregar dados de perfis que associaram Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho
Uma decisão da 21ª Vara Cível de Brasília determinou que o Google forneça dados de usuários responsáveis por contas que ligaram o senador Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho. A associação foi feita em publicações nas redes sociais, e o parlamentar, pré-candidato à presidência, moveu ação contra a plataforma e outros réus não identificados.
O magistrado estabeleceu um prazo de 15 dias para que a empresa cumpra a determinação. A solicitação judicial visa identificar os responsáveis por conteúdos considerados difamatórios e que prejudicaram a imagem do senador. As investigações buscam maior clareza para a responsabilização legal.
Conforme informações divulgadas, o pedido do senador se deu pela existência de indícios sobre os responsáveis pelas contas, mas sem a certeza necessária para citar os indivíduos diretamente. A decisão judicial, assinada pelo juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, busca preencher essa lacuna de informação, conforme noticiado.
Google deve fornecer detalhes cadastrais e registros de acesso
A ordem judicial abrange o fornecimento de dados cadastrais completos vinculados a três perfis específicos. Estes perfis foram associados a conteúdos de cunho comunista e antifascista. O Google deverá informar nomes, CPFs ou RGs, endereços, telefones e e-mails de recuperação dos responsáveis.
Além das informações cadastrais, a decisão exige os registros de acesso aos perfis. Isso inclui detalhes como endereços de IP, datas, horários com fuso horário UTC e as respectivas portas lógicas de origem. As informações solicitadas devem retroagir a 1º de abril de 2026, data em que as publicações consideradas irregulares teriam sido feitas.
Publicações associaram Flávio Bolsonaro a facção criminosa
A associação de Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho ocorreu em publicações que circulavam nas redes sociais. A Justiça já havia determinado a remoção de uma publicação que continha fotos do senador ao lado de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e TH Jóias, ex-deputado estadual. Ambos foram citados em investigações relacionadas ao CV.
A legenda da postagem em questão afirmava que Flávio Bolsonaro teria envolvimento não apenas com a milícia, mas também com o Comando Vermelho. Além disso, alegava que o senador estaria envolvido na morte de policiais. O teor das publicações motivou a ação judicial.
Empresa Google não comentou a decisão
A reportagem buscou contato com a assessoria de imprensa do Google para obter um posicionamento sobre a decisão judicial. No entanto, a empresa informou que não irá se pronunciar sobre o caso. A expectativa agora é pelo cumprimento do prazo de 15 dias estabelecido pelo juiz para a entrega das informações solicitadas.
A investigação sobre a origem das publicações difamatórias é um passo importante para garantir a credibilidade das informações e combater a disseminação de notícias falsas. A identificação dos responsáveis visa coibir futuras práticas semelhantes e assegurar a justiça.