Lula confirma Alckmin como vice em 2026, mas Tebet e outros ministros deixam o cargo; veja quem sai

Lula confirma Alckmin como vice em 2026, mas Tebet e outros ministros deixam o cargo; veja quem sai

Resumo

Lula confirma Alckmin como vice para 2026 e sinaliza saídas de ministros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31) que o atual vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), será seu companheiro de chapa na disputa pela presidência em 2026. A declaração ocorreu durante a primeira reunião ministerial do ano, um encontro crucial antes do prazo final para que ministros deixem seus cargos caso pretendam concorrer nas próximas eleições.

A decisão encerra um período de incertezas sobre o futuro de Alckmin, que, apesar de ter a vaga de vice garantida, chegou a ser cogitado por Lula para uma candidatura ao Senado por São Paulo. A fala do presidente, que foi recebida com aplausos pela equipe ministerial, selou a aliança para a próxima corrida eleitoral.

A confirmação da candidatura de Alckmin como vice-presidente marca um passo importante para a articulação política do governo. Além disso, o encontro serviu para dar um panorama sobre as **saídas iminentes de cerca de 20 ministros** que buscarão outros cargos eletivos, incluindo a ministra Simone Tebet. Conforme informação divulgada pela imprensa, os que permanecerem em seus cargos após a data limite não poderão se candidatar.

Alckmin deixa ministério para ser vice de Lula em 2026

Geraldo Alckmin, que acumula a pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, **deixará o Ministério do Desenvolvimento** para se candidatar novamente a vice-presidente da República ao lado de Lula. A confirmação veio do próprio presidente, que ressaltou a necessidade de Alckmin deixar o cargo para cumprir os requisitos eleitorais.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB), sigla de Alckmin, vivia um clima de expectativa quanto à sua posição na chapa. Lula, ao confirmar Alckmin como vice, demonstrou sua confiança na parceria que se consolidou ao longo do atual mandato, visando a continuidade do projeto político do governo.

Simone Tebet e outros 20 ministros deixam o governo

A reunião ministerial também serviu para que Lula comentasse as **saídas de outros membros do governo** que almejam cargos eletivos. Estima-se que aproximadamente 20 ministros deixem a Esplanada dos Ministérios até sexta-feira (3), prazo final para desincompatibilização. Entre os nomes confirmados está o da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Lula ironizou, sem citar nomes, a saída de um ministro que, segundo ele, pediu para sair apenas para “ficar na espreita”, sem intenção real de concorrer. A declaração sugere um cenário de movimentações políticas intensas nos bastidores, com muitos buscando se posicionar para as eleições de 2026.

Secretários-executivos devem assumir pastas deixadas por ministros

O presidente Lula indicou que a estratégia para preencher as vagas deixadas pelos ministros que concorrerão às eleições será a nomeação dos **secretários-executivos** para assumir interinamente as pastas. Essa medida visa garantir a continuidade administrativa e a governabilidade durante o período eleitoral.

Um exemplo dessa substituição já foi ventilado na Fazenda, onde Fernando Haddad seria substituído por Dario Durigan. Essa dinâmica de substituições demonstra o planejamento do governo para lidar com as ausências de seus ministros em um ano de forte atividade política e eleitoral.

Tebet deixa MS e mira Senado, enquanto Nunes segue em SP

O presidente Lula também comentou a situação da ministra Simone Tebet, mencionando sua saída do Mato Grosso do Sul para concorrer ao Senado por São Paulo. Lula brincou que a ministra “se cansou da política”, mas apenas em seu estado natal, indicando uma movimentação estratégica de Tebet no cenário político paulista. A saída de Tebet também pode ter implicações na relação com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sobre quem Lula também fez comentários.

A articulação política em São Paulo, especialmente com a possível candidatura de Tebet ao Senado, demonstra a complexidade das negociações e alianças que o governo busca construir para 2026. A permanência de Alckmin como vice, ao lado das movimentações de outros ministros, reforça a estratégia do PT em fortalecer sua base e ampliar sua influência em todo o país.

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