Moraes intervém em sindicância do CFM sobre saúde de Bolsonaro e determina ação da PF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão contundente ao anular a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar o atendimento médico prestado a Jair Bolsonaro durante sua detenção.
A medida, que também determinou que o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, preste depoimento à Polícia Federal, classifica a conduta do conselho como ilegal e com desvio de finalidade. Moraes argumentou que o CFM não possui competência para fiscalizar a Polícia Federal.
Conforme informação divulgada, o ministro alegou que houve uma “total ignorância dos fatos” por parte da instituição médica. Além disso, Alexandre de Moraes **proibiu qualquer outro procedimento semelhante** pelo CFM, tanto em âmbito nacional quanto estadual, buscando evitar novas ações fora de sua alçada legal.
Hospital DF Star é intimado a enviar laudos médicos
Em outra frente da decisão, o Hospital DF Star foi intimado a enviar ao STF, em um prazo de 24 horas, todos os laudos e resultados de exames realizados no ex-presidente Jair Bolsonaro. Após receber os cuidados médicos necessários, Bolsonaro foi reconduzido à Superintendência da PF.
Plano dos EUA para Venezuela: estabilização, recuperação e transição de poder
Em um movimento distinto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou um plano de três fases para o futuro da Venezuela. O objetivo inicial é a **estabilização do país** após a detenção de Nicolás Maduro, prevendo a venda de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, com a distribuição dos recursos controlada diretamente pelo governo americano.
A segunda etapa foca na **recuperação econômica**, assegurando acesso justo ao mercado de petróleo para empresas americanas e ocidentais. Inclui também uma reconciliação nacional com anistia, libertação de presos políticos e retorno de exilados, todas ações sob supervisão de Washington.
A fase final prevê uma “passo de transição” no poder, cujos detalhes específicos não foram totalmente revelados. Rubio destacou o controle rigoroso do governo Trump sobre a gestão interina, enfatizando que as mudanças definitivas dependerão da população venezuelana.
Senador aponta Cuba e Nicarágua como próximos alvos dos EUA
O senador Rick Scott, aliado de Trump, sugeriu que a operação na Venezuela é apenas o início de uma maior mudança política na América Latina. Ele declarou que a captura de Maduro representa um ponto de virada para a região.
Scott foi enfático ao afirmar que, após a Venezuela, Washington deve concentrar esforços em promover **mudanças em Cuba e na Nicarágua**. O senador acredita que esses movimentos transformarão o continente, incluindo a Colômbia, que terá um novo presidente no próximo ano, visando a retomada das democracias no hemisfério sul.
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