Moraes dá prazo para Polícia Penal do Paraná enviar imagens da cela de Filipe Martins e reverte transferência
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Penal do Paraná envie, em um prazo de 48 horas, as imagens da cela onde o ex-assessor Filipe Martins está detido. A decisão, datada desta quarta-feira (11), surge após notícias que indicavam a presença de comodidades como ventilador, TV e banheiro na cela do ex-assessor, mas que as imagens correspondentes não haviam sido juntadas ao processo.
Um familiar, que pediu para não ser identificado, sugere que a exigência de Moraes pode indicar uma intenção de transferir Filipe Martins para uma cela coletiva em uma penitenciária que abriga membros de facções criminosas. Essa possibilidade gera apreensão, especialmente pela falta de câmeras de segurança voltadas para a cela, uma preocupação que já havia sido levantada por apoiadores e familiares do ex-assessor.
A instalação de câmeras de segurança na cela ocorreu após uma visita do deputado estadual Ricardo Arruda (PL-PR), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná. Essa medida visava mitigar os receios quanto à vigilância e segurança de Filipe Martins. Conforme informação divulgada em reportagem, a decisão de Moraes também reverteu uma transferência emergencial do ex-assessor para o Complexo Médico Penal do Paraná, alegando que o órgão não foi consultado previamente sobre a mudança, que foi justificada pela Polícia Penal como “urgência operacional”.
Preocupações com a segurança e a transferência não detalhada
A Casa de Custódia de Ponta Grossa, onde Filipe Martins estava inicialmente, já havia comunicado sua incapacidade de conter uma possível revolta de presos. Relatos indicavam que outros detentos demonstravam incômodo com o tratamento diferenciado dispensado a Filipe Martins, possivelmente devido à sua notoriedade política. A saída de oito ambulâncias do presídio no dia anterior à transferência gerou ainda mais apreensão entre aqueles que acompanham o caso.
OAB é acionada e aponta fragilidade na cela
A defesa de Filipe Martins buscou o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que demonstrou atenção ao caso e comprometeu-se a atuar para prevenir qualquer incidente grave. Um ponto de atenção persistente, segundo relatos, é a fragilidade da porta da cela onde o ex-assessor está detido.
Análise de ofícios e a posição do PGR
O novo despacho de Moraes, segundo fontes próximas ao caso, aponta para a ausência de análise de ofícios da Polícia Penal que detalhavam os problemas de segurança na unidade. Até o momento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não se manifestou sobre o documento, mantendo a posição de que não há fatos novos que justifiquem a alteração do local de prisão de Filipe Martins.