Alexandre Ramagem detido nos EUA: O que Trump fará?
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido nos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida, pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE). A informação, confirmada pela Polícia Federal (PF), indica que a abordagem ocorreu após uma infração de trânsito, que levou à descoberta da invalidade de seu passaporte diplomático.
O passaporte diplomático de Ramagem foi anulado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025, após a cassação de seu mandato. Agora, a decisão sobre o futuro do ex-parlamentar recai sobre o governo do presidente republicano Donald Trump, que poderá optar pela extradição ou considerar um pedido de asilo político.
Este caso coloca em xeque a postura do governo Trump, que frequentemente denunciava perseguições judiciais contra figuras da direita. A decisão americana poderá legitimar ou deslegitimar essas alegações, com implicações significativas para a política brasileira. Acompanhe os desdobramentos e análises sobre este tema.
OAB-PR denuncia “crise moral” no STF nos Estados Unidos
Paralelamente à situação de Ramagem, o presidente da seccional do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Luiz Fernando Casagrande Pereira, manifestou-se nos Estados Unidos sobre o que ele descreve como uma “crise moral sem precedentes” no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Pereira, a aprovação de um código de ética, proposta pelo ministro Edson Fachin, não resolveria os problemas estruturais da Corte. A declaração foi feita em meio a debates sobre a atuação do STF e sua relação com a política brasileira.
Aliança “anti-Fachin” no STF e a polêmica da carne de paca
O programa “Última Análise” também abordará a atuação coordenada de ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin dentro do STF. O grupo estaria insatisfeito com a condução do presidente da Corte, Edson Fachin, especialmente em meio à crise envolvendo o Banco Master.
Há uma cobrança por parte desses ministros por uma defesa pública mais contundente de suas posições e uma busca por influenciar pautas de maior impacto. A discussão também incluirá a polêmica envolvendo a carne de paca servida à Janja da Silva, primeira-dama, em um almoço de Páscoa, supostamente um presente do empresário Emílio Odebrecht.
Ministro Fux admite “injustiças” em decisões sobre 8 de Janeiro
Outro ponto em pauta será a declaração do ministro do STF, Luiz Fux, que admitiu ter cometido “injustiças” em posições anteriores a respeito dos eventos de 8 de Janeiro. Fux votou pela absolvição de sete réus e condenação de outros três apenas por deterioração de patrimônio tombado.
Essas declarações e posicionamentos dos ministros do STF geram intensos debates sobre a justiça brasileira e a atuação da mais alta corte do país, especialmente em casos de grande repercussão política e social.