Simone Marquetto, a deputada católica que pode ser a vice de Flávio Bolsonaro e busca unir o voto conservador

Simone Marquetto, a deputada católica que pode ser a vice de Flávio Bolsonaro e busca unir o voto conservador

Resumo

Simone Marquetto, a deputada católica que pode ser a vice de Flávio Bolsonaro e busca unir o voto conservador

À revelia de outros nomes que disputam a atenção para compor a chapa presidencial, a deputada federal Simone Marquetto, de 50 anos, surge como uma opção forte para ser a vice de Flávio Bolsonaro (PL). A parlamentar católica reuniu-se com o senador em São Paulo e, após o encontro, demonstrou otimismo quanto à possibilidade de ser escolhida.

Marquetto, que já atuou como repórter e apresentadora de TV, consolidou-se como influenciadora católica antes de ingressar na política. Sua trajetória é marcada por uma forte conexão com a fé, um aspecto que ela destaca como fundamental em suas decisões e em sua vida pública. A deputada é amplamente conhecida no interior de São Paulo.

O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, expressou admiração pelo trabalho de Marquetto nas redes sociais, especialmente em relação à sua atuação junto à comunidade católica e à defesa da família. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a escolha de uma vice que represente o segmento católico pode ser uma estratégia para ampliar o alcance do voto conservador, que tem demonstrado desconfiança em relação ao senador em alguns setores evangélicos.

A busca por votos conservadores e o papel da fé

A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de conquistar o apoio de eleitores religiosos mais conservadores, um grupo que nem sempre demonstra o mesmo entusiasmo que o eleitorado de seu pai, Jair Bolsonaro. Lideranças evangélicas já manifestaram ressalvas, e o apoio de figuras como o bispo Samuel Ferreira foi direcionado a outro candidato, Ronaldo Caiado (PSD).

Nesse cenário, a aproximação com Simone Marquetto é vista como um movimento estratégico. A deputada, com sua forte identidade católica, pode ser a ponte para atrair não apenas o voto evangélico, mas o voto cristão como um todo, buscando consolidar um eleitorado conservador que ainda está disperso.

O Progressistas aposta em Marquetto para fortalecer a chapa

O Partido Progressista (PP) tem trabalhado ativamente para posicionar Simone Marquetto como a candidata mais forte para a vice-presidência. Em nota oficial, o partido destacou que as conversas com Flávio Bolsonaro avançaram e que a parlamentar é vista como uma liderança política com grande penetração no estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Maurício Neves, presidente estadual do Progressistas em São Paulo, ressaltou que Marquetto une o trabalho sólido que realiza em São Paulo à sua força como liderança da Igreja Católica. Ele acredita que essa união é ideal para resgatar a esperança do Brasil, conferindo à chapa uma capilaridade que mescla fé e força regional.

Simone Marquetto: trajetória e propostas

Simone Marquetto, ex-prefeita de Itapetininga, tornou-se deputada federal em seu primeiro mandato. Ligada a lideranças religiosas, ela se consolidou como uma representante da Igreja Católica no Congresso Nacional. Sua atuação em redes sociais a aproxima de fiéis, divulgando sua participação em eventos religiosos e seu engajamento em causas ligadas à fé.

Ela é autora de leis importantes, como a que instituiu o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria. Sua proximidade com a fé católica e sua atuação em São Paulo são vistas como diferenciais importantes para a chapa de Flávio Bolsonaro, especialmente para atrair um eleitorado feminino e católico praticante.

Análise política: estratégia e desafios

Cientistas políticos analisam que Simone Marquetto pode resolver diversas questões para a chapa: é mulher, possui uma linguagem religiosa católica explícita, vem do interior paulista e representa o PP, partido com forte sustentação no governo Bolsonaro. Sua identidade católica marcada nas redes sociais a diferencia da direita evangélica tradicionalmente associada aos Bolsonaro.

No entanto, um dos principais pontos contra é o desconhecimento nacional de Marquetto e seu baixo peso eleitoral fora de São Paulo. Em uma disputa presidencial, ela pode ser vista mais como uma peça de engenharia eleitoral do que como um nome de massa. Contudo, em uma chapa com o sobrenome Bolsonaro, a vice ideal pode ser aquela que agrega segmentos sem criar um polo próprio de poder, funcionando como instrumento de costura entre PL e PP.

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