EUA Capturam Maduro em Ataque Surpresa na Venezuela; Reações Internacionais Divididas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado (03) a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após um ataque em larga escala promovido pelas forças norte-americanas na Venezuela. A ação resultou em explosões registradas em Caracas e em outros estados venezuelanos, atingindo infraestruturas estratégicas.
O governo dos EUA descreveu a operação como um sucesso, enquanto a Venezuela, por meio de sua vice-presidente Delcy Rodríguez, negou a informação da captura e exigiu uma prova de vida de Maduro e Flores. Rodríguez também relatou a morte de militares e civis durante os ataques, mas sem apresentar números oficiais.
Diante da escalada do conflito, a Venezuela solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir o que classificou como “atos de agressão” dos Estados Unidos. Conforme informações da Casa Branca, Trump autorizou os ataques há alguns dias, após meses de crescente pressão militar e diplomática sobre o regime de Maduro. As informações foram divulgadas pelo próprio governo norte-americano.
Operação de Forças Especiais em Larga Escala
Analistas militares e informações preliminares da Casa Branca indicam que a ação, ocorrida por volta das 2h locais, teve características de uma operação de forças especiais focada na captura de Nicolás Maduro, e não uma invasão militar para ocupação territorial. A operação é comparada a ações de grande porte, como a que resultou na morte de Osama Bin Laden em 2011.
A ação combinou bombardeios aéreos contra alvos militares, aeroportos e portos venezuelanos com incursões terrestres de comandos altamente treinados. O “Navio Fantasma”, um navio de containers identificado como quartel-general flutuante das forças especiais americanas, esteve posicionado no Mar do Caribe semanas antes. O transporte das tropas foi realizado por helicópteros Chinook, escoltados por caças e helicópteros de ataque, possivelmente partindo de navios como o Iwo Jima ou do grupo de combate do porta-aviões Gerald Ford.
Reações Internacionais Marcadas por Divisão
As reações globais à ação militar e à suposta captura de Maduro foram diversas. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou veementemente o ataque, classificando-o como “inaceitável” e uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”. Sua posição alinha o Brasil a países como Rússia, Cuba e China.
A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, expressou apoio a uma “transição pacífica e democrática” na Venezuela, ressaltando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que seu país “não esteve envolvido de forma alguma” na operação, pedindo cautela e esclarecimento dos fatos.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro anunciou o reforço na segurança da fronteira para lidar com um possível fluxo de refugiados. Em contraste, o presidente argentino, Javier Milei, comemorou a captura de Maduro com sua característica linguagem enfática, declarando “A liberdade avança”.
Ditaduras Condenam Ação Americana, China Alerta Cidadãos
Países classificados como “Eixo das Ditaduras” condenaram a operação. A Rússia classificou a ação como “um ato de agressão armada” e pediu “uma saída para a situação por meio do diálogo”. A China emitiu um alerta para que seus cidadãos evitem viagens à Venezuela em um futuro próximo, citando a instabilidade gerada pelos ataques.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou o que chamou de “terrorismo de estado” contra o povo venezuelano e a América. O Irã também condenou a captura e solicitou ação imediata do Conselho de Segurança da ONU para cessar a “agressão ilegal”, classificando a operação como uma violação da soberania venezuelana.