Trump Retorna e Intensifica Ofensiva Militar Contra Maduro: A Cronologia da Escalada que Ameaça a Venezuela

Trump Retorna e Intensifica Ofensiva Militar Contra Maduro: A Cronologia da Escalada que Ameaça a Venezuela

Resumo

EUA intensificam pressão militar contra Maduro sob Trump: uma cronologia detalhada da escalada

A relação entre Estados Unidos e Venezuela, especialmente sob o governo de Donald Trump, foi marcada por uma escalada de tensões que se transformou em uma ofensiva militar cada vez mais acentuada contra o regime de Nicolás Maduro. O que começou com medidas econômicas e diplomáticas evoluiu para ações que ameaçam a estabilidade regional.

Desde o governo de Hugo Chávez, os EUA já demonstravam descontentamento com o regime venezuelano. No entanto, foi a partir de 2017, durante o primeiro mandato de Trump, que a pressão se intensificou significativamente. As acusações de envolvimento do regime com o narcotráfico serviram como principal justificativa para as ações americanas.

Esta reportagem detalha os principais marcos dessa crescente tensão, desde as primeiras sanções econômicas até as operações militares mais recentes, e como o Brasil reagiu a esses eventos. Conforme informações divulgadas, a cronologia revela uma estratégia americana cada vez mais agressiva.

Sanções Econômicas e Isolamento: O Início da Pressão (2017-2018)

No início de seu primeiro mandato, Donald Trump assinou ordens executivas que restringiram o acesso da Venezuela aos mercados financeiros americanos. Foram proibidas compras de dívida pública venezuelana e da estatal petrolífera PDVSA. O objetivo declarado era punir o regime pela repressão a protestos e pela criação da Assembleia Nacional Constituinte, considerada um golpe contra o poder legislativo eleito.

Nicolás Maduro, por sua vez, acusou os EUA de uma “guerra econômica” com o intuito de asfixiar o povo venezuelano. Em resposta, buscou apoio financeiro e técnico na Rússia e na China. No Brasil, o governo de Michel Temer endureceu o discurso e apoiou a suspensão da Venezuela do Mercosul, citando violação da cláusula democrática.

Reconhecimento de Guaidó e Tentativa de Insurreição (2019)

Em janeiro de 2019, os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer o líder oposicionista Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Em abril do mesmo ano, Washington apoiou abertamente uma tentativa de levante militar liderada por Guaidó e Leopoldo López, conhecida como “Operação Liberdade”. A estratégia visava provocar uma ruptura na cúpula militar venezuelana para forçar a queda de Maduro.

Entretanto, a estratégia fracassou. O regime de Maduro classificou o ato como uma “tentativa de golpe de Estado imperialista” e rompeu todas as relações diplomáticas com os EUA. No Brasil, Jair Bolsonaro, recém-empossado na Presidência e alinhado a Trump, reconheceu Guaidó e permitiu a instalação de uma embaixada paralela em Brasília. Apesar disso, o Brasil manteve uma relação distante com o regime de Maduro, mas reforçou o acolhimento de refugiados venezuelanos na fronteira com Roraima.

Indiciamento por Narcoterrorismo e Operação Naval (2020)

No último ano do primeiro mandato de Trump, o Departamento de Justiça dos EUA indiciou Nicolás Maduro e outros altos funcionários por narcoterrorismo, oferecendo uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura. Paralelamente, Trump lançou uma grande operação naval antidrogas no Caribe, a maior desde a invasão do Panamá em 1989, com motivos semelhantes.

A ofensiva tinha como objetivo criminalizar a cúpula chavista, acusada de integrar o “Cartel dos Sóis”, e justificar a presença militar constante nas proximidades das águas venezuelanas. O plano foi parcialmente contido após a derrota de Trump para Joe Biden. Maduro reagiu chamando Trump de “cowboy racista” e acusou os EUA de incursão de “mercenários” na costa venezuelana, referindo-se à “Operação Gideon”, uma tentativa de capturar Maduro com ex-militares americanos. Oito desses mercenários foram mortos e dezenas capturados pelas forças venezuelanas.

O Brasil reforçou a vigilância em sua fronteira, mas militares brasileiros mantiveram canais discretos de comunicação com generais venezuelanos para evitar incidentes.

Retorno de Trump e Nova Escalada Militar (2025)

Com o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, a política de “alívio” adotada por Biden foi revogada. O Secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o regime venezuelano “enganou” o governo anterior e que a paciência de Washington havia acabado. A disputa pela região de Essequibo, na Guiana, e as alegações de fraude eleitoral em 2024 serviram como justificativas para uma nova escalada.

O controle das maiores reservas de petróleo do mundo voltou a ser um ponto central na agenda de segurança nacional dos EUA. Em resposta, Maduro declarou “economia de guerra” e fortaleceu alianças militares com o Irã, recebendo drones e tecnologia de defesa. Sob o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo brasileiro, que tentou mediar o diálogo entre 2023 e 2024, viu-se isolado. O Itamaraty passou a criticar a “militarização do Caribe” pela Marinha dos EUA.

Ataques de Drones e Bloqueio Total (Dezembro de 2025)

Em dezembro de 2025, os EUA intensificaram ataques cirúrgicos contra barcos e infraestruturas portuárias ligadas ao tráfico de drogas e ao transporte clandestino de petróleo. O porta-aviões USS Gerald R. Ford foi posicionado ao largo de Caracas com o objetivo de desmantelar a logística econômica do regime. Trump aumentou a recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões.

Em retaliação, a Venezuela bloqueou suas fronteiras terrestres, incluindo com o Brasil, e mobilizou milícias populares. Maduro denunciou o uso de inteligência artificial pelos EUA em “campanhas de desinformação” sobre os ataques. O ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, classificou a situação como uma “briga de vizinho” perigosa. O Brasil assinou um documento conjunto com a maioria dos países latino-americanos expressando “extrema preocupação” com a presença de bombardeiros B-52 e navios de guerra na região.

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