Venezuelanos Relatam "Bolas de Fogo" e Tremores Durante Ataque dos EUA em Caracas: "O Dia Chegou"

Venezuelanos Relatam “Bolas de Fogo” e Tremores Durante Ataque dos EUA em Caracas: “O Dia Chegou”

Resumo

Venezuelanos Relatam “Bolas de Fogo” e Tremores Durante Ataque dos EUA em Caracas: “O Dia Chegou”

As primeiras explosões em Caracas, capital da Venezuela, foram ouvidas de madrugada, marcando o início de um ataque promovido pelos Estados Unidos. A ação, segundo o presidente Donald Trump, visava a captura do ditador Nicolás Maduro. Relatos de moradores descrevem o momento de tensão e incerteza vividos durante os ataques.

Moradores da capital venezuelana relataram ter visto “bolas de fogo” e sentido o chão tremer. As explosões, que duraram cerca de uma hora, causaram pânico e forçaram muitos a buscar abrigo. Aviões sobrevoando a área intensificaram o temor entre a população.

As ações militares em Caracas foram confirmadas por imagens divulgadas pela televisão estatal venezuelana, mostrando danos em bases militares. O governo de Maduro classificou as operações como uma tentativa de derrubá-lo e se apoderar das reservas de petróleo do país. As informações foram divulgadas pelo g1.

Primeiros Relatos e Medo em Caracas

Um morador de Fuerte Tiuna, que preferiu não se identificar, descreveu a confusão inicial: “Pensei que fosse um terremoto”. Ao olhar pela janela, ele viu “bolas de fogo na colina” e rapidamente buscou refúgio na casa de sua mãe. O medo era palpável, com vizinhos correndo e gritando em busca de segurança.

Outra moradora da zona militar, também anônima, relatou a sensação assustadora: “Foi horrível, sentimos os aviões sobrevoando nossa casa”. A intensidade dos sons e a movimentação aérea geraram grande apreensão entre os residentes.

Impacto em La Guaira e Higueroteda

Em La Guaira, as explosões deixaram um rastro visível. Vídeos obtidos pela AFP mostraram colunas de fumaça cinza e fogo ao longo da costa. Marí­a Eugenia Escobar, 58 anos, residente de La Guaira, contou à AFP sobre o impacto emocional: “Senti como se a gravidade (das explosões) me tivesse levantado da cama, e imediatamente pensei: ‘Meu Deus, o dia chegou’, e chorei”.

Na região de Higueroteda, a leste de Caracas, um jovem de 23 anos, que pediu para não ser identificado, relatou à CNN o susto com os estrondos. Inicialmente, ele pensou se tratar de “fogo de artifício”, mas a intensidade das explosões e o tremor do chão indicaram algo mais grave. “O céu ficou vermelho de repente e, alguns segundos depois, um som alto cortou o ar”, descreveu.

Alvos Militares e Resposta Venezuelana

Um dos principais alvos da incursão americana foi a base militar de Tiuna, considerada a mais importante do país. A base aérea de La Carlota, na capital, também foi atingida, com imagens mostrando cercas derrubadas e ônibus em chamas, conforme exibido pelo canal estatal VTV.

Em resposta aos ataques, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, anunciou um “desdobramento maciço de todos os recursos terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis”. O Ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, solicitou uma reunião urgente com o Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a situação.

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