43% dos Brasileiros Desconfiam das Urnas Eletrônicas, Revela Pesquisa Genial/Quaest; Confiança Varia por Região e Ideologia
Uma pesquisa recente divulgada pela Genial/Quaest aponta que a confiança nas urnas eletrônicas no Brasil está dividida. Apenas pouco mais da metade da população, especificamente 53%, concorda com a afirmação de que as urnas eletrônicas são confiáveis.
Em contrapartida, um percentual considerável de 43% dos brasileiros discorda dessa afirmação, demonstrando um nível de desconfiança significativo em relação ao sistema de votação eletrônica utilizado no país. Os 4% restantes se dividem entre quem não concorda nem discorda e aqueles que não souberam ou não quiseram responder.
Esses dados, coletados entre 5 e 9 de fevereiro de 2026, com 2.004 entrevistados em 120 municípios, e registrados no TSE sob o nº BR-00249/2026, revelam um cenário complexo sobre a percepção da segurança e confiabilidade do processo eleitoral brasileiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com índice de confiabilidade de 95%.
Confiança nas Urnas Eletrônicas Varia por Região
A pesquisa da Genial/Quaest também destacou diferenças regionais na confiança depositada nas urnas eletrônicas. O Nordeste se apresenta como a região com maior índice de aprovação, onde 59% dos entrevistados consideram as urnas confiáveis, enquanto 37% expressam desconfiança.
No Sudeste, a confiança é de 54%, com 42% demonstrando o oposto. A região Sul apresentou um empate técnico, com 48% confiando e 48% desconfiando. Já no Centro-Oeste e Norte, a desconfiança foi ligeiramente maior, com 48% discordando da confiabilidade contra 47% que concordam.
Diferenças Ideológicas e Religiosas na Percepção
O levantamento evidenciou também que a percepção sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas está fortemente atrelada ao espectro ideológico e, em menor grau, à religião. Entre os entrevistados que declararam ter votado em Lula em 2022, 75% confiam nas urnas, enquanto apenas 22% desconfiam.
Por outro lado, entre aqueles que votaram em Bolsonaro em 2022, a desconfiança é predominante, com 69% expressando dúvidas sobre a segurança do sistema, e apenas 22% afirmando confiar. Essa disparidade se repete entre autodeclarados “lulistas” (78% de confiança) e “bolsonaristas” (18% de confiança).
Em relação à religião, 57% dos católicos demonstraram confiar nas urnas eletrônicas, contra 39% de desconfiança. Já entre os evangélicos, a confiança é menor, com 44% confiando e 52% desconfiando do sistema.
Aprovação do Governo e Confiança nas Urnas
A pesquisa associou a aprovação do atual governo de Lula à confiança nas urnas eletrônicas. Dos entrevistados que aprovam a gestão federal, 74% acreditam na confiabilidade do sistema de votação eletrônica.
Em contraste, entre aqueles que desaprovam o governo de Lula, apenas 34% manifestaram acreditar na segurança das urnas eletrônicas, indicando uma correlação entre a avaliação política e a percepção sobre o processo eleitoral.