MST Propõe Taxar Agronegócio e Defender Cuba e Venezuela Contra EUA em Manifesto para Eleições de 2026

MST Propõe Taxar Agronegócio e Defender Cuba e Venezuela Contra EUA em Manifesto para Eleições de 2026

Resumo

MST apresenta plano para 2026 com foco em taxação do agro, apoio a Cuba e Venezuela, e crítica a políticas econômicas.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou um manifesto com 15 propostas para as eleições de 2026, delineando suas prioridades para o futuro do Brasil. Entre os pontos centrais, o movimento defende a taxação do agronegócio, mudanças significativas na política econômica e expressa apoio a países como Cuba e Venezuela, que, segundo o MST, sofrem perseguição dos Estados Unidos.

O documento também oficializa o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anuncia a intenção de lançar candidatos próprios para os cargos de deputado federal e estadual. O MST argumenta que os desafios atuais do país exigem um compromisso com a soberania, a justiça social, a proteção da natureza e a defesa dos povos, elementos que compõem a visão de um “Projeto Popular para o Brasil”.

A reforma agrária, bandeira histórica da organização, é reiterada como pauta principal, propondo a desapropriação de latifúndios improdutivos e aqueles que desrespeitam leis ambientais e trabalhistas. Apesar de as propostas serem divulgadas, o movimento também fez cobranças sobre o ritmo dos assentamentos e a falta de recursos no governo atual. Conforme informação divulgada pelo MST, o manifesto reafirma o apoio político ao presidente Lula, classificando como “tarefa prioritária de eleger Lula, governos e parlamentares de esquerda comprometidos com a transformação do Brasil”.

Reforma Agrária e Críticas ao Capitalismo no Centro das Propostas do MST

A defesa da reforma agrária se mantém como pilar fundamental das ações do MST. O manifesto detalha a proposta de desapropriação de grandes extensões de terra consideradas improdutivas ou que apresentem irregularidades ambientais e trabalhistas. Essa demanda histórica do movimento busca promover uma distribuição mais justa da terra no país, embora o MST também tenha expressado insatisfação com a lentidão dos processos de assentamento e a alocação de recursos durante o governo atual.

Mudanças na Política Econômica e Regulamentação Financeira

O documento apresentado pelo MST também propõe uma reorientação na política econômica brasileira. O movimento defende o **combate ao atual arcabouço fiscal**, que restringe os gastos governamentais, e busca a retomada do controle sobre as decisões do Banco Central. Uma das metas é a **redução da taxa de juros**, atualmente em 14,25%, visando estimular a economia. Além disso, o MST propõe a **regulamentação do mercado financeiro** e das apostas esportivas, com a proibição das “bets” e um maior controle sobre bancos e fintechs que, segundo o movimento, lucram com operações de crédito consignado voltadas para servidores públicos e aposentados.

Posicionamento Internacional e Apoio a Cuba e Venezuela

No cenário internacional, o MST reforça seu alinhamento ideológico ao defender a construção de um “projeto popular para o Brasil e lutar pelo Socialismo”. O movimento se posiciona contra o capitalismo, o racismo, o patriarcado e o sexismo, além de combater o individualismo, o consumismo e a resignação. O manifesto promete **mobilizar esforços em solidariedade a Cuba, Venezuela, Haiti e Palestina**, denunciando o que considera “perseguição e cerco dos EUA e Israel” a esses países e regiões.

Eleições de 2026: Apoio a Lula e Candidaturas Próprias

Apesar das críticas pontuais ao ritmo de algumas políticas, o MST reafirma seu **apoio político à candidatura de Lula à reeleição**. O movimento considera a eleição do atual presidente e de outros políticos de esquerda como crucial para impulsionar as transformações desejadas no Brasil. Paralelamente, o MST planeja apresentar candidatos próprios para os cargos de deputado federal e estadual, buscando ampliar sua representatividade no Legislativo e fortalecer a luta por suas bandeiras.

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