Lula comenta empréstimo de ex-assessor e defende investigação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio às investigações da Polícia Federal sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A saída de Marcola do cargo ocorreu após a divulgação de um empréstimo de R$ 249 mil firmado com a empresária Roberta Luchsinger.
A empresária em questão possui ligações com um lobista investigado pela PF por fraudes em benefícios previdenciários, e também é amiga de Lulinha, filho do presidente, que também é alvo de investigação por suspeita de tráfico de influência.
Durante uma reunião com dirigentes do PSOL e da Rede, Lula comparou a situação a empréstimos que, segundo ele, são comuns na vida de muitas pessoas. O presidente defende a apuração completa dos fatos, ressaltando que todos já recorreram a operações financeiras semelhantes em algum momento.
Marcola pede para sair após repercussão do empréstimo
Marco Aurélio Santana Ribeiro, que atuava como chefe de gabinete de Lula, deixou a função para integrar a equipe da campanha presidencial. Após a repercussão do empréstimo obtido com a empresária investigada, ele solicitou sua saída da estrutura eleitoral.
Em nota divulgada na segunda-feira (3), Marcola afirmou que a transação financeira teve caráter pessoal, já foi completamente quitada e não apresenta qualquer tipo de irregularidade. Ele buscou esclarecer a natureza da operação.
Presidente exigiu explicações de Marcola sobre o empréstimo
Ainda conforme relatos, o presidente Lula pediu explicações detalhadas a Marcola sobre o empréstimo de R$ 249 mil. Lula declarou ter tomado conhecimento da operação dias antes de sua divulgação pública, mas garantiu que não possuía essa informação no momento da escolha de Marcola para a equipe de campanha.
Lula reafirma autonomia da PF e não protegerá filho
Apesar de ainda não ter apresentado uma manifestação oficial específica sobre o caso de seu ex-assessor, Lula reforçou em entrevista recente sua posição de não utilizar o cargo para proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). Ele garantiu a autonomia da Polícia Federal para conduzir suas investigações.
“Quando eu vejo essas barbaridades faladas contra o meu filho. Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou pra um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente ao podcast Inteligência Ltda. na semana passada, reforçando seu compromisso com a justiça.