Michelle Bolsonaro relata tonturas e instabilidade do ex-presidente, alertando para “risco real” de nova queda.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais neste sábado (10) para expressar profunda preocupação com o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela informou que Bolsonaro tem apresentado episódios de tontura e instabilidade ao se levantar, o que, segundo ela, aumenta significativamente o risco de uma nova queda.
Essa apreensão se intensifica após um incidente recente, onde Bolsonaro sofreu uma queda na cela da Polícia Federal (PF) onde cumpre pena. Michelle Bolsonaro descreveu o medo de um novo acidente como “real” e defendeu a necessidade de assistência médica imediata para o ex-presidente.
Os relatos médicos e familiares indicam que a queda ocorreu na madrugada da última terça-feira (6), dentro do quarto de detenção na Superintendência da PF em Brasília. Na ocasião, o ex-presidente bateu a cabeça em um móvel, resultando em uma lesão leve nas partes moles do rosto e do crânio. Conforme informação divulgada pela família, ele foi posteriormente autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ser levado ao hospital DF Star para exames.
Exames descartam lesões graves, mas histórico médico gera preocupação
Os exames realizados no hospital, incluindo tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, não apontaram lesões intracranianas graves. No entanto, o histórico médico recente de Bolsonaro adiciona camadas à preocupação com sua saúde. No final de dezembro de 2025, ele passou por uma cirurgia de hérnia inguinal e por procedimentos para tratar crises persistentes de soluços.
Essas crises de soluços, uma condição que pode agravar o desconforto e afetar a respiração e o sono, levaram a intervenções como bloqueios do nervo frênico em múltiplas sessões. Mesmo após receber alta hospitalar no início de janeiro, familiares e a defesa relataram que os episódios de soluços continuavam, um fato confirmado pelo filho Carlos Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
Condições da cela e assistência médica sob escrutínio
Familiares e advogados também têm manifestado descontentamento com as condições da cela onde o ex-presidente cumpre pena. O barulho contínuo do ar-condicionado, segundo eles, dificulta o repouso e pode agravar sintomas como mal-estar. Esta questão chegou a ser questionada no STF, levando à determinação de esclarecimentos por parte da PF.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) recebeu denúncias formais sobre a garantia de assistência médica adequada a Bolsonaro, considerando seu complexo histórico clínico. O órgão determinou a instauração de sindicância pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) para apurar a assistência prestada, enfatizando a necessidade de monitoramento contínuo e atuação de múltiplas especialidades médicas.
STF intervém em sindicância médica de Bolsonaro
A competência da sindicância foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes. O ministro determinou ainda que a PF ouvisse o presidente do CFM sobre o caso. A situação de saúde de Jair Bolsonaro, marcada por quedas, crises de soluços e outras comorbidades associadas à idade, continua sendo acompanhada de perto por familiares, advogados e órgãos de saúde.
A preocupação com o bem-estar do ex-presidente em ambiente de detenção é latente, especialmente com o relato de Michelle Bolsonaro sobre as tonturas que colocam em evidência o **risco real de uma nova queda**, demandando atenção médica especializada e contínua.